quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Varandas da Felgueira

O concelho de Vale de Cambra oferece, aos caminheiros, três percursos pedestres de pequena rota. Varandas da Felgueira, À Nossa Senhora da Saúde por caminhos de antigamente e Na Vereda do Pastor são os nomes atribuídos à PR 1, PR 2 e PR 3 respectivamente. E é pelo início que começo. Um percurso circular, de 5.100 metros, que dá a conhecer a aldeia da Felgueira e as suas varandas.

Uma varanda da Felgueira têm vista para a Frecha da Mizarela


A pequena rota Varandas da Felgueira é circular e, sendo assim, pode ter início e fim em qualquer um dos pontos do percurso. Aqui, marco o ponto de partida junto do painel informativo da PR 1, na rua da Freita. Integrada no programa 'Aldeias de Portugal', Felgueira é uma aldeia rural e tradicional da freguesia de Arões. E é, sem demoras, para o núcleo antigo que tomamos direcção.

O painel informativo já situado no largo da rua da Freita


Da rua da Freita segue-se para o núcleo antigo da Felgueira


Núcleo antigo da aldeia da Felgueira


Deixada a estrada asfaltada, entramos no núcleo antigo da aldeia da Felgueira. Caminhamos sobre calçadas gastas pelo tempo e pelo passagem das pessoas, animais e carros de bois. Avistamos, uns de perto e outros de longe, edifícios de pedra com paredes (também elas) desgastadas pelos invernos e verões de anos a fio. Passamos ainda junto de casas restauradas que aguardam a visita de forasteiros. E, a cada canto, a vida rural está bem marcada. 

De Felgueira a Carvalhal do Chão conta-se 1.2 km


Depois da passagem pelo núcleo antigo da Felgueira, seguimos para o lugar de Carvalhal do Chão a 1.2 km de distância. É um instante e, até lá, tomamos um trilho de terra e cheio de humidade que dá acesso a vários campos de cultivo. Por aqui, ainda é possível encontrar moreias feitas de canas de bandeiras de espigas de milho e admirar os campos zelados aos socalcos. E, pouco tempo depois, já estamos em Carvalhal.

Trilho rural de acesso a Carvalhal do Chão


Cavalos à frente e a Serra da Freita ao fundo 


Indicação de 'Caminho Certo'


A passagem pelo lugar de Carvalhal do Chão é rápida. E, a partir daqui, começamos a subir pela mata adentro e a percorrer as Varandas da Felgueira. Agora, deixamos os trilhos rurais e a estrada asfaltada para entrar em caminhos florestais e montanhosos. As habitações ficam para trás e dão lugar aos pinheiros, eucaliptos, giestas, tojo, musgo nas pedras. Toda uma paisagem verde, cinzenta e acastanhada típica da estação fria.

PR 1 - Varandas da Felgueira


A Serra da Freita como pano de fundo 


Trilho florestal e montanhoso


Mais uma vez a Serra da Freita a biscar o olho


É seguir em frente que este é o 'Caminho Certo'


Pouco depois de encontrarmos duas placas de madeira, uma a indicar que percorremos 1.9 km e outra que falta 1.5 km para terminar o percurso, temos (a meu ver) uma vista privilegiada para a Serra da Freita. Mais concretamente, ao começarmos a descer em direcção ao ponto de início da PR 1, avistamos a aldeia e a Frecha da Mizarela. Aqui, penso e interrogo-me: «Como é possível? São maravilhas da natureza que dão acesso a lugares impensáveis de ver a vivo e a cores.»

Mais um 1.9 km no papo e falta 1.5 km para o fim


Resina a espreitar pelo tronco de um pinheiro


Vista para a aldeia e Frecha da Mizarela


O percurso está quase prestes a ser concluído. Antes, passamos pelo campo de jogos da Felgueira e pela capela e arraial local. No regresso à rua da Freita, os caminheiros podem alargar a sua visita até à aldeia da Paraduça. Este lugar, também da freguesia de Arões, fica a cerca de 7 km (de carro) da aldeia da Felgueira e dá a conhecer um conjunto de moinhos restaurados e em funcionamento. Fica a dica de visita para quem quiser ver o milho a ser moído.

Campo de jogos 


Capela local


Coreto situado do arraial da capela


Arraial da capela local


Felgueira integra o programa 'Aldeias de Portugal'


A aldeia da Felgueira é uma das portas de entrada e saída da Serra da Freita. Por isso, aquando de uma visita à serra, aproveitem e passem por este lugar de Arões para desvendar as Varandas da Felgueira. Uma pequena rota muito acessível, a quem está habituado a fazer caminhadas, e que, sem pressas, faz-se em pouco mais de uma hora.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS


sábado, 7 de fevereiro de 2015

A próxima paragem é Arões

Uma parcela de território da Serra da Freita pertence ao concelho de Arouca e uma outra ao lado de Vale de Cambra. Estes dois municípios fazem fronteira junto ao abrigo e à mamoa de Monte Calvo da serra. E, depois do Trilho Exótico e do marco geodésico de S. Pedro Velho, é a vez de percorrer as Varandas da Felgueira, em Arões.



O lugar da Felgueira, freguesia de Arões, pertence ao concelho de Vale de Cambra e é a próxima paragem do Pé ante pé. Uma aldeia rural que integra o projecto "Aldeias de Portugal" e que tem a Serra da Freita e as águas do rio Cabrum como cartão de visita. Toca a dar um salto aos arredores da serra para percorrer as Varandas da Felgueira, uma pequena rota de 5.100 metros. 

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS

Marco geodésico de S. Pedro Velho

Uma vista panorâmica de 360 graus sobre a Serra da Freita é o que podem alcançar do marco geodésico de S. Pedro Velho, localizado na freguesia de Albergaria da Serra, em Arouca. E, depois de percorrer o Trilho Exótico, porque não uma subida até ao ponto mais alto da serra? Esta é a sugestão que apresento, hoje, para usufruírem este fim de semana ou quiçá noutra oportunidade.

Pico montanhoso do marco geodésico de S. Pedro Velho


O marco geodésico de S. Pedro Velho é o geossítio número 3 do concelho de Arouca e pode conhecê-lo ao percorrer um dos diferentes caminhos montanhosos de acesso ao pico mais alto da Serra da Freita. Para alcançar o marco, a maneira mais fácil é dirigirem até à central eólica da serra e, aí, encontram de um lado a central e do outro uma placa referente ao geossítio em questão.

Placa informativa do G.3 - S. Pedro Velho


E, uma vez que o pico montanhoso de S. Pedro Velho fica muito próximo do parque de merendas do Vale da Raiz, a sugestão de hoje passa pela realização do Trilho Exótico mais uma subida até ao marco geodésico da Serra da Freita. O parque é um dos pontos de passagem da PR 16, por isso, o desvio a efectuar é pequeno e, assim, os caminheiros têm um programa mais alargado e convidativo.

Vista panorâmica de 360º sobre a Freita


Assim como a Frecha da Mizarela e as Pedras Parideiras, o marco de S. Pedro Velho é um geossítio de Arouca e um ponto de interesse e curiosidade para quem visita a Serra da Freita. O fim de semana está a ser abrilhantado pelo sol que, ainda a medo, aquece um pouco os dias de inverno. O frio típico da serra entranha e a cor predominante é o cinzento. Mas, ainda assim, a Freita tem sempre encanto (ver acima fotogaleria).

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Trilho Exótico

O ano é novo e a sugestão de caminhada também é nova. A abrir 2015, apresento o Trilho Exótico para fechar a descrição dos percursos pedestres de Arouca. Uma pequena rota de 9 km carregados de desníveis, ora ascendentes ora descendentes, que são acompanhados por agradáveis essências e paisagens (ver abaixo fotogaleria) da Serra da Freita e arredores.

Essências da PR 16 - Trilho Exótico


A PR 16 - Trilho Exótico - desvenda, assim com a Viagem à Pré-História da Freita, recantos da serra que amo. Uma caminhada com início na aldeia do Merujal, passagem pela estrada de acesso à capela da Srª da Lage, mergulho nas profundezas dos montes e vales envolventes e retorno à estrada principal para, agora, rumar ao parque de merendas do Vale da Raiz. Depois, uma passagem pelo parque de merendas do Merujal e pelo refúgio da Freita onde, por fim, retoma-se ao ponto inicial. 

A PR 16 tem 9 km de distância e 2 a 3 horas de duração


Deixada para trás a aldeia do Merujal, os caminheiros encontram a estrada principal de acesso à capela da Srª da Lage e ao parque de campismo da Freita. Deste ponto até ao refúgio são 500 metros de caminho, até ao parque de merendas do Merujal é 1,20 km e até ao parque do Vale da Raiz são 2,20 km. Tudo pontos de passagem da PR 16, que tem o seu trilho marcado por caminhos de montanha e por estradas asfaltadas. É só seguir as marcas vermelhas e amarelas.

Capela da Srª da Lage


A capela da Srª da Lage abre portas a 3 de maio e toda a zona envolvente (estrada incluída) enche de vendedores e visitantes. Forma-se um verdadeiro arraial à moda antiga pois a tradição permanece a cada ano que passa, no lugar do Merujal. Posto este aparte, é tempo de seguir a tabuleta de madeira que indica aos caminheiros que têm de deixar a estrada e enveredar por um caminho de terra. E, aqui, encontramos o primeiro grande desnível. Começamos a descer bastante sobre um piso irregular.

Zona onde atingi-se a cota mais baixa (400 m) da PR 16


À medida que descemos, deparamos que a PR 16 é uma pequena rota circular que requer alguma prática de caminhada em terrenos de montanha. O piso é composto por imensos pedregulhos soltos que dificultam a descida. Mas, com calma, qualquer pessoa com mobilidade activa consegue. Eis que atingimos a quota mais baixa (400 metros) do percurso e avistamos uma vasta área de árvores exóticos. A seguir, toma-se um caminho à direita e à espera dos caminheiros está, agora, um desnível ascendente.

Ponto de início do desnível ascendente da PR 16


Giesta


Urze


Carqueja


Este troço de estrada  integra a PR 16


Vista panorâmica sobre a vila de Arouca


Parque de merendas do Vale da Raiz


Marca indica que seguir em frente é o Caminho Certo


Depois de uma subida um pouco conturbada, os caminheiros voltam a pisar a estrada de alcatrão para, logo de seguida, virar à esquerda e tomar um novo caminho de montanha. Daqui, seguem para o parque de merendas do Vale da Raiz e, um quilómetro à frente, o parque de merendas do Merujal. Mais uns metros e estamos lado a lado com a entrada do refúgio da Freita e perto da aldeia, onde teve início e termina o Trilho Exótico.

Essências e paisagens do Trilho Exótico


O Trilho Exótico é um bom motivo para fazer uma visita e caminhada pela Freita. É um trilho de 9 km de distância e de 2 a 3 horas de duração, que exige uma vista de olhos a cada pormenor, essência e paisagem que contempla (ver acima fotogaleria). Dependendo da época do ano, os visitantes podem chegar a serra e encontrar um cenário mais cinzento ou mais florido. As carquejas, urzes e giestas são algumas das plantas que decoram a tela de amarelo e rosa.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Viagem à Pré-História da Freita

A Freita é lugar que amo e, hoje, proponho uma Viagem à Pré-História das terras e montes da serra. E, para tal, a sugestão de caminhada passa pela realização da décima quinta pequena rota (PR 15) dos percursos pedestres do município de Arouca. Uma rota de 17 km de distância e cerca de cinco horas de duração à volta de inúmeros fenómenos geológicos.

PR 15 - Viagem à Pré-História
Fevereiro de 2012


A PR 15 - Viagem à Pré-História - da Serra da Freita é um trilho circular que, aqui, sugiro o início e o fim na aldeia do Merujal. Este lugar é também ponto de partida da PR 16  - Trilho Exótico - do concelho de Arouca e ponto de passagem da Grande Rota (GR) 28 - Por Montes e Vales de Arouca. Ao sair do Merujal, os caminheiros percorrem 800 metros até ao Parque de Campismo e/ou Refúgio da Freita.   

A aldeia do Merujal marca o início e fim da PR 15
Julho de 2012


Alcançada a estrada asfaltada de acesso (de carro) a Cabreiros, os caminheiros encontram o refúgio da Freita do lado esquerdo e o parque de merendas do Merujal do lado direito. E, neste ponto, podem tomar um café ou chá e, logo, seguir caminho. Uns metros à frente entram pela serra adentro em direcção a Albergaria da Serra, também conhecida por Albergaria das Cabras. 

Passagem pelo Refúgio da Freita
Fevereiro de 2012


A PR 15 passa junto do Parque de Campismo da Freita
Fevereiro de 2012


Parque de merendas do Merujal
Fevereiro de 2012


Mesas espalhadas pela mata compõem o parque do Merujal
Fevereiro de 2012


Do parque do Merujal até Albergaria conta-se 1,4 km
Julho de 2012


Conta-se 1,4 km de distância entre o parque de merendas do Merujal e a aldeia de Albergaria da Serra. E, seja verão ou inverno, a paisagem é encantadora. Os caminheiros avistam (à esquerda) o marco geodésico de S. Pedro Velho, que marca o ponto mais alto da Serra da Freita, e passam junto do Refúgio das Baralhas. Pedras amontoadas, o cinza da época fria e o amarelo, rosa e verde da época quente compõem o ambiente físico da serra.

Refúgio das Baralhas
Julho de 2012


A percorrer os trilhos da PR 15
Julho de 2012


À chegada a Albergaria das Cabras, o Caima dá as boas-vindas aos caminheiros já que estes atravessam a ponte sobre o rio e atingem o largo da aldeia. Noutros tempos, Albergaria era um ponto de passagem da estrada romana que ligava Viseu ao Porto. Vinda da freguesia de Manhouce do concelho de S. Pedro do Sul, essa estrada passava pela Serra da Freita e, depois, seguia para a Farrapa e Escariz de Arouca.

Aldeia de Abergaria da Serra e rio Caima
Fevereiro de 2012


Coreto e largo de Albergaria da Serra
Julho de 2012


Os caminheiros seguem do largo de Albergaria da Serra para a Igreja local, onde voltam a enveredar por um trilho de serra. E a próxima paragem da PR 15 é o Vidoeiro. Mas, antes, segue-se caminho sempre na companhia do rio Caima até atingir um local denominado 'Junqueiro' e, um pouco mais à frente, um fenómeno geológico. Falo das Pedras Boroas.

De Albergaria ruma-se até ao Vidoeiro
Julho de 2012


Igreja de Albergaria da Serra
de 2012


É comum a presença de vacas arouquesas a pastar pela serra
Julho de 2012


O rio Caima nasce na Serra da Freita
Julho de 2012


As Pedras Boroas do Junqueiro "correspondem a dois blocos graníticos, os quais apresentam uma alteração em fissuração poligonal que lhes confere semelhanças com as códeas de boroas de milho" lê-se num dos folhetos informativos do Arouca Geopark. Ao percorrer a PR 15, deixo a sugestão para que façam um pequeno desvio do trilho e, assim, vejam ao vivo e a cores este fenómeno geológico. E, depois deste acréscimo, há que retomar o caminho certo em direcção ao Vidoeiro.

Exemplares de Pedras Boroas
Abril de 2013


Já no Vidoeiro, os caminheiros avistam a casa-abrigo do Clube de Campismo de São João da Madeira (CCSJM). Inaugurada a 24 de Março de 2012, a casa serve de refúgio para turistas e amantes de montanhismo. Para usufruir do espaço, os interessados devem contactar a secção de montanhismo do clube de campismo para encontrar respostas às perguntas e dúvidas que, eventualmente, possam ter.

O refúgio do Clube de Campismo de SJM fica no Vidoeiro
Fevereiro de 2012


O casa-abrigo do CCSJM fica para trás e uma passagem pela Portela da Anta é o que espera os caminheiros. Agora, falo de uma mamoa da Serra da Freita que pertence a um importante património arqueológico deixado, noutros tempos, por pessoas que habitaram as terras de Arouca. A Portela da Anta é apenas um fenómeno, à espera de ser admirado, de entre os muitos espalhados pela serra e pelo concelho. A seguir, uma vista de olhos sobre a Anta de Monte Calvo.

A próxima paragem é a Portela da Anta
Fevereiro de 2012 


Mamoa da Portela da Anta
Abril de 2013


Os caminheiros chegam à estrada asfaltada, que liga Vale de Cambra à Serra da Freita, e, após, atravessá-la tomam um caminho de terra junto da Anta de Monte Calvo. Outro fenómeno arquitectónico composto por pedras, umas amontoadas e outras soltas, que encerram no seu interior espaços funerários de tipologias e cronologias diversificadas.

Abrigo do Monte Calvo é a próxima etapa
Fevereiro de 2012


Vale de Cambra para a esquerda e Arouca para a direita
Julho de 2012


Anta de Monte Calvo junto da estrada asfaltada
Fevereiro de 2012


Depois da Anta de Monte Calvo, o caminho tomado pelos caminheiros leva-os ao lugar de Castanheira. Aqui, é possível visitar a Casa ou Centro de Interpretação das Pedras Parideiras e a toda a aldeia, ficando a conhecer o fenómeno geológico das pedras que 'parem' pedras. Inaugurado a 3 de Novembro de 2012, o centro só no primeiro ano de existência conta com cerca de 30 mil visitantes, vindos de vários pontos do país e do estrangeiro.

Aldeia da Castanheira
Julho de 2012


As pedras parideiras são um fenómeno geológico da Freita
Fevereiro de 2012


As pedras parideiras surgem numa área limitada, nas imediações da aldeia de Castanheira, em plena Serra da Freita, onde pode ler-se numa placa informativa que: "[S]ão um fenómeno geológico único em Portugal e raro no mundo inteiro. Datam de há mais de 280 milhões de anos. Ajude-nos a preservá-las neste local." Mas, numa visita ao Centro de Interpretação, os caminheiros podem ficar a saber mais.

Casa das Pedras Parideiras
Novembro de 2012


Mais especificamente, as pedras de que falo tratam-se de afloramentos graníticos que têm "encrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe. Daí a denominação de parideiras", esclarecida no folheto da PR 15. E, depois de uma visita aprofundada pela aldeia de Castanheira, há que retomar caminho em direcção a Cabaços.

Passadiços de madeira junto da Casa das Pedras Parideiras
Novembro de 2012


Placas informativas junto à Casa das Pedras Parideiras
Maio de 2013


À Castanheira segue-se a aldeia de Cabaços
Julho de 2012


Assim como a aldeia de Castanheira, Cabaços é um lugar pequeno, tradicional e fortemente rural. Trilhos de serra separam e unem as duas aldeias. E, após a travessia, os caminheiros estão bem perto de concluir esta pequena rota de 17 km. Em Cabaços, já é possível avistar o lugar de Albergaria da Serra. Mas, agora, há que atravessar o rio Caima na praia fluvial local.

Vista panorâmica sobre a aldeia de Cabaços
Julho de 2012


A praia fluvial de Albergaria da Serra convida a uma ida a banhos em dias quentes e são muitos os visitantes e/ou turistas que escolhem a Serra da Freita para apanhar sol e refrescarem-se nas águas do rio Caima. Posto isto, segue-se o lugar da Mizarela. Mesmo ao lado, os caminheiros atingem rapidamente o café local e, uns metros à frente, o miradouro da Frecha da Mizarela.

Praia fluvial de Albergaria da Serra
Agosto de 2012


Junto da paragem do lugar da Mizarela
Fevereiro de 2012


A Frecha da Mizarela é outro geosítio da Serra da Freita e do concelho de Arouca. Apresenta um desnível de cerca de 60 metros, tornando-a a mais alta queda de Portugal Continental. Formou-se devido à erosão diferencial provocada pelo rio Caima sobre duas rochas distintas que ali contactam: o granito e o xisto. Junto do miradouro, é proporcionada uma vista magnífica. Mas, para quem percorrer as Escarpas da Mizarela é oferecida aos caminheiros um regalo aos olhos melhor.

Frecha da Mizarela
Maio de 2012


O Merujal é a última paragem
Julho de 2012


Vista sobre a aldeia do Merujal
Julho de 2012


Bem, é tempo de 'largar' a Mizarela e de caminhar em direcção à aldeia do Merujal, onde começamos e onde terminamos esta Viagem à Pré-História da Serra da Freita. No final, contam-se 17 km de caminho percorrido e guardam-se momentos ricos em convivência e natureza de uma pequena rota de nível médio. Classificação de grau médio devido à sua extensa e não ao seu grau de dificuldade.

Paisagens e fenómenos geológicos da Freita


Inúmeras são as vezes que visito às terras da Serra da Freita e, hoje, deixo uma descrição da PR 15 de Arouca e muito mais do que isso (ver acima fotogaleria). Fica o registo fotográfico de diferentes passagens e paragens por lugares como o Merujal, Albergaria da Serra, Vidoeiro, Castanheira, Cabaços, Mizarela.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS