sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Gerês - Terras de Bouro

O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é uma área protegida carregada de percursos pedestres que desvendam maravilhas naturais como cascatas e miradouros. Integrada em três distritos (Braga, Viana do Castelo e Montalegre), esta área conta com as paisagens da Serra do Gerês e das Terras de Bouro que, hoje, o Pé ante pé põe a descoberto.

Trilho de S. Bento da Porta Aberta


O território do PNPG abrange 22 freguesias distribuídas pelos municípios de Arcos de Valdevez, Melgaço, Ponte da Barca (de Viana do Castelo), Montalegre (de Vila Real) e Terras de Bouro (de Braga). Em Setembro de 2014, o Pé ante pé dá a conhecer Pitões de Júnias e Tourém do concelho de Montalegre. Um ano e dois meses depois, é a vez do Gerês e das Terras de Bouro.

Marina de Rio Caldo


Rio Caldo com o PNPG a servir de cenário de fundo


O anoitecer perto da vila do Gerês


Terras de Bouro é um concelho do distrito de Braga que, no que toca a natureza, é enorme já que apresenta boas condições para a prática de desportos náuticos e de montanha. A Marina de Rio Caldo, o Santuário de S. Bento da Porta Aberta, as Termas do Gerês e a rede de trilhos pedestres "Na Senda de Miguel Torga" são excelentes motivos para visitar este recanto do PNPG. 

Ponte dos dois rios junto à Marina de Rio Caldo


 O rio Caldo nasce na Serra do Gerês e desagua no Cávado


Santuário de S. Bento da Porta Aberta à noite


O Santuário de S. Bento da Porta Aberta é um pilar da vida local já que, ano após ano, atrai milhares de peregrinos vindos de toda a parte. Este é um ponto da freguesia de Rio Caldo com paragem obrigatória. E, por isso, o Trilho de S. Bento (PR 7) é o escolhido para início de aventura pelas Terras de Bouro. Trata-se da sétima pequena rota da rede de trilhos "Na Senda de Miguel Torga". 

Termas do Gerês


Rede hidrográfica da Serra do Gerês

Serra do Gerês


A Serra do Gerês esconde encantos naturais maravilhosos colocados a descoberto pelos imensos miradouros e percursos pedestres que compõem o seu território. Depois de uma breve passagem pelas termas da vila do Gerês, a viagem prossegue em direcção à Cascata do Arado. Até lá chegar, são muitas as fontes de água que a serra disponibiliza.  

Prática de canyoning na Cascata do Arado


Cascata do Arado


Junto da Cascata do Arado


Alguns quilómetros depois, eis que surge a Ponte do Arado. Atravessa-se a ponte e surge do lado esquerdo uma escadaria construída pela natureza. Degrau irregular atrás de degrau irregular, atinge-se a Fonte do Arado e um pouco à frente a Cascata do Arado. Estes são locais do Gerês com paisagens inigualáveis que merecem a atenção de quem visita as Terras de Bouro.

Ponte do Arado


Num dos miradouros da Serra do Gerês


Num dos miradouros da Serra do Gerês


Na Serra do Gerês, os minutos e dias passam demasiado rápido. Há tanto para ver, cheirar e sentir. Muitos trilhos da rede de percursos pedestres "Na Senda de Miguel Torga" ficam por conhecer. As pegadas são deixadas pelos caminhos florestais e montanhosos da PR 7- Trilho de S. Bento. Uma pequena rota circular de 10.5 km cuja descrição é desvendada na próxima publicação.

Aventurem-se e boas descobertas!

Um até já,

TS


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Regresso à Pré-História da Freita

A Serra da Freita é um paraíso natural carregado de trilhos, de geossítios e de história combinada com traços de modernidade. Num domingo solarengo de inverno, o Pé ante pé ruma até ao parque de campismo do Merujal para dar início a uma caminhada entre amigos. Os trilhos da PR 15 - Viagem à Pré-História  - e dos geossítios da Freita são os eleitos de hoje.

Caminheiros junto do marco geodésico de S. Pedro Velho


Uma nova e diferente passagem pelos trilhos da pequena rota 15 (PR 15) - Viagem à Pré-História - da Serra da Freita e do concelho de Arouca. Um percurso pedestre circular de 17 km que, hoje, é encurtado com caminhada de manhã e passeio à tarde. Um meio-meio que leva, quem conhece e quem desconhece, a viajar pelos pontos estratégicos do lugar que amo.

Placa de orientação da PR 15


Parque de campismo do Merujal


À chegada ao parque de campismo do Merujal, é tempo de estacionar os veículos e de seguir para Albergaria da Serra a pé pelos trilhos da PR 15. Sem relógio e sem olhar para os telemóveis durante a caminhada, é impossível apresentar um horário de início e fim da caminhada. O que acaba por ser uma boa ideia para sair da rotina que é estabelecida no dia-a-dia de cada um.

A caminhar por trilhos de Albergaria da Serra

Cavalo


Já no largo da aldeia de Albergaria da Serra, deixa-se os trilhos da PR 15 por um breve instante. Em vez de seguir em frente, vira-se à direita e segue-se pela estrada de asfalto. E, ao atingir a estrada principal que liga a Serra da Freita a Vale de Cambra, vira-se novamente à direita no sentido da praia fluvial de Albergaria onde correm as águas do rio Caima.  

Passagem pela praia fluvial de Albergaria da Serra


O rio Caima nasce na Serra da Freita


Na praia fluvial, os caminheiros entram na derradeira parte da Viagem à Pré-História da Freita. Deixam Albergaria da Serra para trás e seguem para a aldeia da Mizarela. Pelo meio, alcançam vistas panorâmicas incríveis. De um lado a aldeia de Albergaria, o marco de S. Pedro Velho e as eólicas. No outro lado, o correr das águas do Caima e o radar meteorológico como pano de fundo.

O rio segue de Albergaria em direcção ao lugar da Mizarela


Frecha da Mizarela


A aldeia da Mizarela guarda um fenómeno geológico que merece uma passagem pelo miradouro local para ser admirado. Trata-se da Frecha da Mizarela. Uma queda de água de mais de 60 metros de altura formada devido à erosão provocada pelo rio Caima sobre duas rochas distintas (granito e xisto) que ali contactam. Este geossítio também é avistado da aldeia da Castanheira.

Do miradouro da Mizarela segue-se para a aldeia do Merujal


Seguir em frente


O miradouro da Frecha da Mizarela é, sem dúvida, um ponto de paragem obrigatória da PR 15. Mas há que seguir caminho. Agora, o próximo destino é a aldeia do Merujal e o refúgio da Freita onde termina-se a caminhada e faz-se uma pausa para almoço. Situado junto da área de campismo, o parque de merendas do Merujal é o lugar eleito para descansar e repor energias. 

Marco geodésico de S. Pedro Velho 


O marco de S. Pedro Velho marca o ponto mais alto da Freita


Depois de um pequeno descanso, é hora de conhecer alguns fenómenos geológicos que fazem parte do tempo e espaço da Serra da Freita. Para começar o passeio, uma subida até ao marco geodésico de S. Pedro Velho que assinala o ponto mais alto da serra. Na sua varanda, os visitantes têm uma vista panorâmica ampla sobre o norte, sul, este e oeste da serra.

Vista panorâmica alcançada no marco de S. Pedro Velho


Albergaria da Serra avistada do marco geodésico


Aproximação à Panorâmica do Detrelo da Malhada


Panorâmica do Detrelo da Malhada


Deixado o ponto mais alto da Serra da Freita, o próximo geossítio a visitar é a Panorâmica do Detrelo da Malhada. Aqui, volta-se a estar à varanda para desta vez admirar a vila de Arouca, o Vale do Arda, a Senhora da Mó (um outro geossítio), o Vale do Paiva, o Vale de Moldes, a Serra de Montemuro e outros lugares do concelho.  

O Detrelo da Malhada proporciona vistas panorâmicas únicas


Pedras Boroas são as próximas a ser visitadas


O Detrelo da Malhada fica para trás e o próximo geossítio da rota de hoje fica próximo da nascente do rio Caima, em plena Serra da Freita. Trata-se das Pedras Boroas do Junqueiro, isto é, dois blocos graníticos que apresentam semelhanças com as côdeas das broas de milho. Estas pedras estão situadas junto de um trilho da PR 15 - Viagem à Pré-História da Freita.   

Passadiço de acesso às Pedras Boroas


Pedras Boroas


As Pedras Boroas assemelham-se às côdeas das broas


A próxima paragem é na aldeia da Castanheira


Às Pedras Boroas, segue-se a aldeia da Castanheira para uma visita à Casa de Interpretação das Pedras Parideiras.  Um fenómeno geológico único em Portugal e raro no Mundo, que data de há mais de 280 milhões de anos. Resumindo, há um afloramento granítico com nódulos encrustados que se soltam da pedra-mãe. Daí, o nome de parideiras.

Frecha da Mizarela avistada da aldeia da Castanheira


Pedras parideiras

Barragem Engenheiro Duarte Pacheco e rio Caima


Flor seca da carqueja pronta para colocar em água a ferver


No regresso a casa, o passeio de domingo termina com uma breve visita à Barragem Engenheiro Duarte Pacheco. Construída no rio Caima, esta barragem situa-se no lugar do Castelo da freguesia de Rôge que integra o concelho de Vale de Cambra. E, daqui, saio rumo a casa onde um chá de flor de carqueja (da Serra da Freita) está a minha espera.

Aventurem-se e boas viagens!

Um até já,

TS


sábado, 28 de novembro de 2015

Percurso dos Teimosos

O Percurso dos Teimosos de Santa Catarina da Serra é um novo pretexto para rumar a esta freguesia do concelho de Leiria. A poucos quilómetros do Santuário de Fátima (Ourém - Santarém), esta terra vê passar a pé ou de bicicleta muitos fiéis que cumprem promessas. Os trilhos da fé já muitos os conhecem o que leva o Pé ante pé a desvendar hoje uma outra rota deste lugar afamado.

Percurso dos Teimosos


Uma pequena rota circular de 10 km extensão e quatro horas de duração que apresenta lugares escondidos e sossegados de Santa Catarina da Serra. É o que o Percurso dos Teimosos tem para oferecer aos aventureiros que percorram os seus três trilhos: o das Escadas, o da Abelha e o dos Teimosos. A sugestão é a de que preparem-se para a dureza dos caminhos. 

Placa informativa do Percurso dos Teimosos


Igreja de Santa Catarina da Serra

O percurso tem início junto da Igreja Matriz


A pequena rota segue em direcção aos sinos


O percurso pedestre inicia-se junto da Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra. Aqui, os caminheiros encontram uma placa informativa do Percurso dos Teimosos que marca o local de começo e fim da pequena rota. A primeira marca (amarela e vermelha) de orientação sugere que sigamos em direcção aos sinos situados no recinto da Igreja.

Travessa do Adro da Igreja

Travessia da primeira ponte sobre a A1


Seta azul indica o caminho para Fátima

Azeitonas pretas


Deixando o recinto da Igreja, segue-se a Travessa do Adro da Igreja e a Rua de Santa Catarina. Esta última integra o caminho para Fátima marcado por setas azuis que ajudam os peregrinos na sua jornada. Aqui, também os caminheiros fazem a travessia da primeira ponte sobre a auto-estrada (A1) para, logo, virar à esquerda e abandonar o caminho da fé.

Caminho rural e florestal junto da A1


Caminho certo


Início do Trilho das Escadas


Trilho das Escadas


Já fora da povoação de Santa Catarina da Serra, os caminheiros percorrem um caminho rural e florestal lado a lado com a auto-estrada (A1). Nesta zona, o sossego é inexistente e este só chega quando aparece a placa que marca o início do Trilho das Escadas. O primeiro desafio do Percurso dos Teimosos começa aqui e agora.

Seguir em frente


Paragem para fazer alongamentos

Cogumelo branco


Flores do medronheiro


A Natureza encarrega-se de presentear os caminheiros com inúmeros degraus irregulares ao longo de um elevado desnível descendente. Desce-se muito até que as escadas terminam e aparece uma placa a sugerir uma breve pausa para alongar o tronco e braços do corpo. O conselho é seguido e, sem demora, retoma-se a pequena rota que está longe do fim.

Início do Trilho da Abelha


Medronho maduro


Caminhos rurais e florestais compõem o percurso

Início do Trilho dos Teimosos


Os trilhos que constroem o Percurso dos Teimosos são, na sua maioria, caminhos florestais com uma vegetação vasta que envolve os caminheiros num meio distante e escondido da freguesia de Santa Catarina da Serra. E, depois de percorridos os degraus naturais, está na altura de conhecer o Trilho da Abelha. Aqui, a floresta apresenta algumas evidências de serra (mas poucas).

Uma outra espécie de cogumelo


Travessia da segunda ponte sobre a A1


Regresso à povoação de Santa Catarina da Serra


O percurso está na sua recta final


O cheiro a doce e os medronheiros ajudam a perceber o nome dado ao Trilho da Abelha, ao qual segue-se o Trilho dos Teimosos que intitula a pequena rota de Santa Catarina da Serra. Esta parte do percurso é dura e complicada já que o caminho florestal estreito e irregular apresenta um elevado desnível ascendente. Aqui, todo o cuidado é pouco. No fim, é também elevado o grau de satisfação.  

Passagem por uma área de merendas e lazer


Fim do percurso junto da Igreja de Santa Catarina


Um 'Gosto disto' para o Percurso dos Teimosos


A cidade de Fátima, que integra o concelho de Ourém e distrito de Santarém, está mesmo ao lado da localidade de Santa Catarina da Serra. E, uma vez que são muitos os que visitam o Santuário, o Pé ante pé deixa hoje uma diferente sugestão de caminhada que passa pelo caminho da fé e o abandona em prol de uma caminhada de menor sacrifício.   

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS