sábado, 28 de novembro de 2015

Percurso dos Teimosos

O Percurso dos Teimosos de Santa Catarina da Serra é um novo pretexto para rumar a esta freguesia do concelho de Leiria. A poucos quilómetros do Santuário de Fátima (Ourém - Santarém), esta terra vê passar a pé ou de bicicleta muitos fiéis que cumprem promessas. Os trilhos da fé já muitos os conhecem o que leva o Pé ante pé a desvendar hoje uma outra rota deste lugar afamado.

Percurso dos Teimosos


Uma pequena rota circular de 10 km extensão e quatro horas de duração que apresenta lugares escondidos e sossegados de Santa Catarina da Serra. É o que o Percurso dos Teimosos tem para oferecer aos aventureiros que percorram os seus três trilhos: o das Escadas, o da Abelha e o dos Teimosos. A sugestão é a de que preparem-se para a dureza dos caminhos. 

Placa informativa do Percurso dos Teimosos


Igreja de Santa Catarina da Serra

O percurso tem início junto da Igreja Matriz


A pequena rota segue em direcção aos sinos


O percurso pedestre inicia-se junto da Igreja Matriz de Santa Catarina da Serra. Aqui, os caminheiros encontram uma placa informativa do Percurso dos Teimosos que marca o local de começo e fim da pequena rota. A primeira marca (amarela e vermelha) de orientação sugere que sigamos em direcção aos sinos situados no recinto da Igreja.

Travessa do Adro da Igreja

Travessia da primeira ponte sobre a A1


Seta azul indica o caminho para Fátima

Azeitonas pretas


Deixando o recinto da Igreja, segue-se a Travessa do Adro da Igreja e a Rua de Santa Catarina. Esta última integra o caminho para Fátima marcado por setas azuis que ajudam os peregrinos na sua jornada. Aqui, também os caminheiros fazem a travessia da primeira ponte sobre a auto-estrada (A1) para, logo, virar à esquerda e abandonar o caminho da fé.

Caminho rural e florestal junto da A1


Caminho certo


Início do Trilho das Escadas


Trilho das Escadas


Já fora da povoação de Santa Catarina da Serra, os caminheiros percorrem um caminho rural e florestal lado a lado com a auto-estrada (A1). Nesta zona, o sossego é inexistente e este só chega quando aparece a placa que marca o início do Trilho das Escadas. O primeiro desafio do Percurso dos Teimosos começa aqui e agora.

Seguir em frente


Paragem para fazer alongamentos

Cogumelo branco


Flores do medronheiro


A Natureza encarrega-se de presentear os caminheiros com inúmeros degraus irregulares ao longo de um elevado desnível descendente. Desce-se muito até que as escadas terminam e aparece uma placa a sugerir uma breve pausa para alongar o tronco e braços do corpo. O conselho é seguido e, sem demora, retoma-se a pequena rota que está longe do fim.

Início do Trilho da Abelha


Medronho maduro


Caminhos rurais e florestais compõem o percurso

Início do Trilho dos Teimosos


Os trilhos que constroem o Percurso dos Teimosos são, na sua maioria, caminhos florestais com uma vegetação vasta que envolve os caminheiros num meio distante e escondido da freguesia de Santa Catarina da Serra. E, depois de percorridos os degraus naturais, está na altura de conhecer o Trilho da Abelha. Aqui, a floresta apresenta algumas evidências de serra (mas poucas).

Uma outra espécie de cogumelo


Travessia da segunda ponte sobre a A1


Regresso à povoação de Santa Catarina da Serra


O percurso está na sua recta final


O cheiro a doce e os medronheiros ajudam a perceber o nome dado ao Trilho da Abelha, ao qual segue-se o Trilho dos Teimosos que intitula a pequena rota de Santa Catarina da Serra. Esta parte do percurso é dura e complicada já que o caminho florestal estreito e irregular apresenta um elevado desnível ascendente. Aqui, todo o cuidado é pouco. No fim, é também elevado o grau de satisfação.  

Passagem por uma área de merendas e lazer


Fim do percurso junto da Igreja de Santa Catarina


Um 'Gosto disto' para o Percurso dos Teimosos


A cidade de Fátima, que integra o concelho de Ourém e distrito de Santarém, está mesmo ao lado da localidade de Santa Catarina da Serra. E, uma vez que são muitos os que visitam o Santuário, o Pé ante pé deixa hoje uma diferente sugestão de caminhada que passa pelo caminho da fé e o abandona em prol de uma caminhada de menor sacrifício.   

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Exploração de terras alentejanas e ribatejanas

Montemor-o-Novo, Avis, Castelo de Vide, Abrantes e Tomar são terras a visitar numa passagem pelo Alentejo e pelo Ribatejo. Numa breve paragem, o Pé ante pé explora muralhas, castelos, jardins e vistas panorâmicas incríveis. Numa ida e volta à zona sul de Portugal, o rio Tejo está presente em vários pontos e vê-lo correr é inevitável. 

Vista panorâmica sobre a cidade de Montemor-o-Novo


A cidade de Montemor-o-Novo pertence ao distrito de Évora e guarda uma fortificação medieval que sobressai aos olhos de quem passa por esta terra alentejana. Datada de entre os séculos XIII e XVII, esta fortificação é um conjunto de muralhas, torres e portas que rodeiam o espaço da antiga vila de Montemor. Hoje, este espaço é chamado de castelo e o seu interior esconde vários monumentos.   

Entrada para o castelo de Montemor-o-Novo


Torre de menagem do castelo de Montemor-o-Novo


Torre de vigia da fortificação medieval de Montemor-o-Novo


À entrada do castelo de Montemor-o-Novo destaca-se a Torre do Relógio que, actualmente, alberga a bandeira de Portugal. Uma visita apressada à chegada ao Alentejo, mas calorosa e valiosa. Agora, é tempo de relembrar locais alentejanos e ribatejanos de passagem já no regresso a casa. A vila de Avis é a próxima paragem breve.

Parte da fortificação medieval de Montemor-o-Novo


A caminho da torre de menagem do castelo


Parque de merendas de Avis


Integrada no distrito de Portalegre, Avis é uma vila portuguesa que está concentrada num monte granítico a 200 metros de altitude. Depois de transpor a Porta do Arco, o pouco tempo disponível é aproveitado para admirar o castelo e o que resta da fortificação construída por volta de 1223. Aos pés de Avis, as pessoas podem usufruir do parque de merendas e da praia da barragem do Maranhão.   

Castelo de Vide


De olho na cidade de Abrantes


Rio Tejo de passagem por Abrantes


Ainda pelo distrito de Portalegre, o castelo medieval de Castelo de Vide sobressai no cimo da vila. E, agora, o Alentejo dá lugar ao Ribatejo. O rio Tejo pede uma paragem obrigatória para admirar o correr das suas águas e a vista para a cidade de Abrantes. Aqui, algumas placas e marcas dão a indicação de existência de percursos pedestres. Por isso, esta cidade do distrito de Santarém é um destino a explorar (quiçá) um dia.

Castelo de Tomar


O Convento de Cristo é Património da Humanidade


Exterior do Convento de Cristo


Deixado para trás o rio Tejo e a cidade de Abrantes, o próximo e último destino é o Convento de Cristo. Situado na cidade de Tomar (Santarém), este monumento nacional está classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. A terminar fica a indicação de que esta é uma amostra daquilo que podem ver e admirar numa passagem pelo Alentejo e Ribatejo.

Aventurem-se e boas pequenas paragens!

Um até já,

TS


sábado, 17 de outubro de 2015

Zona ribeirinha de Ponte de Sor

A cidade de Ponte de Sor  é a terceira maior do distrito de Portalegre e a sua zona ribeirinha, situada junto ao rio Sor, é um belo cartão de visita do concelho pela sua beleza e modernidade. Uma breve passagem, um encanto à primeira vista e um circuito pedonal com passagem pela ponte que dá nome à cidade. O Pé ante pé segue as marcas e, adiante, desvenda uma ponte pedonal singular e inovadora. 

Ponte pedonal integra o circuito da zona ribeirinha


A ponte de ligação das margens esquerda e direita do rio Sor, que dá acesso à entrada e saída de veículos da cidade, é hoje uma construção do século XIX e três grandes arcos de cantaria fazem parte da sua composição. Mas, outrora, é possível que o monumento que dá nome a Ponte de Sor tenha integrado uma via romana. Ou seja, a origem da ponte remonta à época dos Romanos.  

A ponte sobre o rio Sor dá nome à cidade


A percorrer um circuito pedonal da zona ribeirinha


A zona ribeirinha está situada junto ao rio Sor


A zona ribeirinha da cidade de Ponte de Sor está situada junto ao rio Sor. É um local agradável e moderno que alia a prática desportiva ao lazer. Uma grande parte da área tem relvado e a zona próxima a antiga via romana é composta por árvores de dimensões gigantescas, evidenciado a longa idade das mesmas. Aqui, o Pé ante pé inicia um circuito pedonal. 

Marca indica mudança de direcção para a direita


A caminhar na companhia do deslizar das águas do rio Sor


Rio Sor


São dois os circuitos pedonais que podem ser percorridos na zona ribeirinha. Ambos com 2200 metros de extensão e de fácil acesso, podendo usufruir deles a pé (em ritmo de caminhada e/ou de passeio), a correr ou de bicicleta. Todas modalidades possíveis pois, aqui, o freguês escolhe a sua preferência e, depois, é aproveitar.

Zona ribeirinha


Chegada ao ESPAÇO FITNESS


Tempo para fazer uns alongamentos 


Depois das árvores gigantescas, o circuito conduz ao complexo das piscinas municipais. Um recinto vedado com rede em toda a volta e circundado por um jardim exterior bem cuidado que integra a zona ribeirinha. Mais à frente, tropeça-se em arte urbana o que é sempre interessante ver nos dias de hoje. O encanto aumenta a cada passo e percurso circular continua a ser traçado.

Seguir em frente


Ponte pedonal singular e inovadora


Parque desportivo e de lazer avistado da ponte pedonal


Numa passagem pelo ESPAÇO FITNESS do parque, é tempo para fazer uns alongamentos pois a prática de desporto assim o exige para evitar possíveis lesões. E, retomando o circuito, uns metros adiante alcança-se a ponte pedonal que integra o percurso. Uma ponte com uma estética singular e uma engenharia inovadora. Um regalo aos olhos de quem passa pela cidade de Ponte de Sor.

Plantas aquáticas sobre o rio Sor

Uma parede de azulejos coloridos dão vida ao parque


Decoração do tronco de uma árvore 


Entre o complexo das piscinas e o ESPAÇO FITNESS, o anfiteatro da zona ribeirinha é um espaço de divulgação da cultura que, nos meses de verão, recebe grupos internacionais de música popular. O circuito está a caminho do fim, todavia há tempo para apreciar o trabalho desenvolvido na decoração de alguns troncos de árvores do parque da cidade. Várias são as instituições do município envolvidas nesta acção.

Área do parque próxima da antiga via romana


Uma sobra agradável em dias de muito calor


Árvores gigantescas na recepção e na despedida


Se à chegada o entusiasmo é grande para conhecer, a despedida é melhor pois deixa-se o parque da zona ribeirinha de Ponte de Sor com o sentimento de missão cumprida. Este é um lugar que deixa saudade e, ainda que seja numa breve passagem, recomendo uma visita. O parque tem, a meu ver, uma beleza natural própria dos espaços do mesmo género, distinguido-se pelo seu lado moderno.

Aventurem-se e bons circuitos!

Um até já,

TS