terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Rota dos Geossítios

Arouca é uma caixa carregada de surpresas que encontram-se espalhadas pelo vasto território do concelho. Os últimos dias de 2015 e os primeiros de 2016 são destinados às origens do Pé ante pé que, hoje, começa um novo desafio chamado 'Rota dos Geossítios'. Uma série de fenómenos geológicos e vistas panorâmicas que vão querer conhecer. 

Rota dos Geossítios é o desafio de hoje
Dezembro de 2015


O Arouca Geopark é um território composto por fenómenos de extrema importância geológica e não só. Estão identificados 41 geossítios que o Pé ante pé revela, nesta e nas próximas publicações, como sugestões de passeio. É preciso tempo para conhecer e, uma vez que todos os minutos são preciosos, há que aproveitar parte deles para explorar o concelho de Arouca.

I love Arouca Geopark
Dezembro de 2015


O primeiro passeio pela Rota dos Geossítios leva-me à Serra da Freita. Esta escolha é inevitável. Este é o lugar que amo e, aqui, começo com o primeiro geossítio do mapa do concelho. Trata-se da Panorâmica do Detrelo da Malhada. A meu ver, uma boa escolha para começo da jornada de hoje pois a minha primeira visita à varanda do G1 é recente e curiosa.

A caminho da Panorâmica do Detrelo da Malhada (G1)
Novembro de 2015


Varanda da Panorâmica do Detrelo da Malhada
Novembro de 2015


As primeiras pegadas pela varanda do Detrelo da Malhada ocorrem, em Novembro de 2015, aquando de mais uma caminhada pela Freita. Daí ser recente. A parte curiosa é que, durante a visita, apresento a pessoas amigas algo que fisicamente também desconheço. Mas, nesse momento, passo da teoria à prática e a realidade dá-me uma vista panorâmica maravilhosa.

Placa informativa ajuda a localizar os pontos avistados do G1
Novembro de 2015


Caminhada e passeio de amigos com passagem pelo G1
Novembro de 2015


Olhando da esquerda para a direita, o Detrelo da Malhada permite-nos avistar a Pedra Má (G40), o Vale do Arda, a vila de Arouca, a Senhora da Mó (G24), o Vale do Paiva, o Vale de Moldes e a Serra de Montemuro.  Integrada no território da freguesia de Moldes, esta panorâmica está situada em plena Serra da Freita que aos poucos começo a abandonar em direcção ao Côto do Boi (G2).

Côto do Boi (G2) fica próximo do Detrelo da Malhada
Dezembro de 2015


O Côto do Boi integra o território da freguesia de Moldes
Dezembro de 2015


O Côto do Boi (G2) é um miradouro privilegiado inserido na freguesia de Moldes e na Serra da Freita. Daqui, é possível observar as aldeias de Espinho, Chão de Espinho, Bustelo, Adaúfe, Espinheiro e Fuste. Estes lugares podem ainda ser avistados e visitados  ao percorrer a PR 3 (Caminhos do Sol Nascente) e a PR 4 (Cercanias da Freita) de Arouca.

Do Côto do Boi para os Viveiros da Granja
Junho de 2014


Bolas quartzodioríticas dos Viveiros da Granja (G14)
Dezembro de 2015


Deixado o Côto do Boi, é tempo de visitar os Viveiros da Granja (ali perto) onde está situado o décimo quarto geossítio (G14). A este correspondem as Bolas Quartzodioríticas que ajudam a compor o parque de lazer e de merendas dos Viveiros da Granja, em Moldes. Quem optar por percorrer as Cercanias da Freita, passa por este ponto de interesse do concelho de Arouca.

O G14 situa-se nos Viveiros da Granja (Moldes)
Dezembro de 2015


A percorrer as Cercanias da Freita
Junho de 2014


As bolas quartzodioríticas (G14) são pedras arredondadas com um grande interesse geomorfológico que encontram-se espalhadas pela zona florestal dos Viveiros da Granja. E, daqui, sigo para o Quartzodiorito de Espinho (G13) que fica perto da povoação de Chão de Espinho (Moldes). Conhecido como Pedra Cebola, o décimo terceiro geossítio apresenta diferentes estádios de alteração da rocha quartzodiorítica e aparenta ter casca de cebola.

Placa do G13 - Quartzodiorito de Espinho
Dezembro de 2015


Quartzodiorito de Espinho ou Pedra Cebola
Dezembro de 2015


Depois de conhecer a Pedra Cebola, aconselho seguir para a Panorâmica da Senhora da Mó (G24). Nada mais e nada menos do que o miradouro mais conhecido de Arouca pela vista panorâmica de 360º que proporciona sobre a geomorfologia da área do geoparque. Aqui, a vila de Arouca, o Vale de Moldes e o Vale do Arda têm direito a um bom lugar ao sol.

O G24 situa-se no monte da Srª da Mó (Arouca)
Dezembro de 2015


Panorâmica da Senhora da Mó (G24)
Dezembro de 2015


O cimo do monte da Senhora da Mó é um excelente local para fazer um balanço do primeiro passeio pela Rota dos Geossítios. Inicia-se na Panorâmica do Detrelo da Malhada e é seguido pelo miradouro do Côto do Boi, pelas Bolas de Quartzodioríticas dos Viveiros da Granja e pela Pedra Cebola. Quatro geossítios (1, 2, 14 e 13) tidos como bons cartões de visita de Moldes.

Capela da Senhora da Mó
Dezembro de 2015

Convento e Câmara Municipal de Arouca avistados da Srª da Mó
Dezembro de 2015


Percorridos os fenómenos geológicos e vistas panorâmicas da freguesia de Moldes, chega-se ao cimo do monte da Senhora da Mó onde encontra-se uma pequena capela branca que é avistada de vários pontos do território do concelho. A panorâmica da Srª da Mó (G24) proporciona uma vista ampla e bela sobre a também pequena vila de Arouca.

Recriação Histórica no Convento de Santa Maria de Arouca
Julho de 2014

Cortejo de carros de bois da Feira das Colheitas
Setembro de 2015


E, uma vez que o G24 integra a freguesia de Arouca, nada como deixar a Panorâmica da Senhora da Mó em troca de uma visita à vila para conhecer os saberes e sabores arouquenses. O Convento de Santa Maria de Arouca, o Museu de Arte Sacra, o Museu Municipal e a Casa do Pão-de-Ló são alguns dos locais de passagem obrigatória.

Arouca é terra de percursos pedestres
Setembro de 2015


Fatia do Pão-de-Ló de Arouca
Outubro de 2014


Com o estômago bem aconchegado, é tempo de deixar as terras de Arouca, Burgo, Santa Eulália e Urrô para fazer uma última paragem na freguesia de Várzea. Aqui, é possível admirar a Pedra Má (G40) que fica junto da EN que liga Arouca a Vale de Cambra. Esta pedra trata-se de um afloramento rochoso conhecido por 'mau' devido à dureza da sua rocha.

A Pedra Má fica junto da EN que liga Arouca a Vale de Cambra
Dezembro de 2015


Pedra Má (G40) é assim conhecida devido à dureza da sua rocha
Dezembro de 2015


Panorâmica do Detrelo da Malhada (G1), Côto do Boi (G2), Bolas Quartzodioríticas dos Viveiros da Granja (G14), Quartzodiorito de Esspinho ou Pedra Cebola (G13), Panorâmica da Senhora da Mó (G24) e Pedra Má (G40) são os seis fenómenos geológicos apresentados como primeira proposta de passeio pela Rota dos Geossítios. A próxima sugestão leva-me novamente à Serra da Freita.

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Portugal dos Pequenitos

O Natal é dos mais pequenos e é de todos caso os adultos tenham uma criança dentro de si. E, nesta época especial, o Pé ante pé deseja um FELIZ NATAL e um BOM 2016 a todos, dedicando atenção aos descobrimentos portugueses, à história de Portugal e à cidade de Coimbra. Hoje, é dia de visita ao Portugal dos Pequenitos que já tem 175 anos.  

Em 2015, o Portugal dos Pequenitos comemora 175 anos


Nascido pela mão Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco, o Portugal dos Pequenitos é um parque lúdico-pedagógico criado a 8 de Junho de 1940 e destinado à Criança. Em plena época natalícia, uma visita a este espaço é uma sugestão de prenda para que pais e filhos, tios e sobrinhos, padrinhos e afilhados (etc.) esqueçam o quotidiano e entrem num mundo real de fantasia.

Mapa dos descobrimentos portugueses 


Estátua do Infante D. Henrique 


Pormenor do Convento de Cristo de Tomar


Expresso dos Pequenitos


O Portugal dos Pequenitos dedica especial atenção aos descobrimentos portugueses, à história de Portugal e à cidade de Coimbra que o alberga. As ex-colónias, as ilhas dos Açores e da Madeira, os monumentos nacionais, a arquitetura das casas de norte a sul do país e a cidade dos estudantes compõem o parque lúdico-pedagógico. 

Reprodução fiel da primeira Barbie


Junto da Loja Oficial do Portugal dos Pequenitos


À entrada do Museu do Traje do Portugal dos Pequenitos


No interior do Museu do Traje

Miniaturas de trajes expostos


No parque, ainda é possível visitar o Museu do Traje e conhecer a reprodução fiel da primeira Barbie num espaço próprio dedicado a esta boneca norte-americana. Nascida em 1959, a Barbie surge com o objectivo de acompanhar "o imaginário e a apetência das meninas para imitarem, nas suas brincadeiras, comportamentos da adolescência e da vida adulta" lê-se numa placa informativa local.

Pequena estátua da Rainha Santa Isabel

Cidade de Coimbra dentro do Portugal dos Pequenitos


O Brasil descoberto pelos portugueses em 1500

Ex-colónias portuguesas representados no parque


Pormenor da Torre dos Clérigos e do Castelo da Feira


Integrado desde 1959 no património da Fundação Biassaya Barreto, o Portugal dos Pequenitos é um dos pontos de interesse a visitar numa passagem pela cidade dos estudantes. Seja inverno, primavera, verão ou outono, o parque lúdico-pedagógico de Coimbra está de portas abertas para receber miúdos e graúdos.

Aventurem-se e boas festas!

Um até já,

TS


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Trilho de São Bento

O Trilho de São Bento é uma pequena rota (PR) circular com aproximadamente 10.5 km de extensão e quatro horas de duração. Integrada na rede de percursos pedestres "Na Senda de Miguel Torga", a PR 7 tem início e fim no lugar da Seara com proximidade ao Santuário de S. Bento da Porta Aberta. E, daqui, o Pé ante pé parte à descoberta da Serra do Gerês.

Santuário de S. Bento avistado do pico de uma montanha


O Santuário de São Bento da Porta Aberta e o vale do rio Caldo servem de companhia a quem percorre a PR 7 da rede de percursos "Na Senda de Miguel Torga". As montanhas, fauna e flora da Serra do Gerês estão sempre presentes, formando belos panos de fundo. Um outro atractivo do Trilho de S. Bento são os antigos fornos de fabrico de carvão que quiçá noutra oportunidade são explorados.

Rio Caldo e Serra do Gerês


Painel informativo da PR 7 - Trilho de S. Bento

Marca de orientação (sem manutenção) do trilho

A poucos metros do Santuário de São Bento, é no lugar da Seara que encontra-se o placa informativa do Trilho de S. Bento. Inicia-se o percurso com um desnível ascendente acentuado que, no fim de contas, caracteriza metade da jornada de hoje. A PR 7 é uma pequena rota com poucos quilómetros de extensão, mas que é dura do que toca ao tempo necessário para a completar.

Caminhos florestais e montanhosos compõem a PR 7


Uma marca de orientação já mais nítida


Rio Caldo 


Os trilhos florestais e montanhosos que compõem a PR 7 revelam um grau de dificuldade médio a elevado. Uma dureza que é, no decorrer da caminhada, ultrapassada com os diferentes olhares sobre lugares do concelho de Terras de Bouro. A Serra do Gerês, o vale do Caldo e o santuário lá estão a caminhar lado a lado com os caminheiros.

Flores amarelas a desabrochar do tojo


Detalhe do tojo


Serra do Gerês

A primeira parte do percurso é constituída por um elevado desnível ascendente que, depois de alcançado o ponto mais alto da PR 7, é seguido de um outro desnível acentuado. Mas, agora, trata-se de um desnível descendente. As inclinações elevadas somadas às irregularidades do piso montanhoso explicam o porque de despender quatro horas para realizar os 10.5 km de percurso.

Pinha


Caminho montanhoso


Marco situado no ponto mais alto da PR 7


Aquando a chegada ao ponto mais elevado do Trilho de São Bento, os caminheiros alcançam uma vista panorâmica incrível sobre o Santuário de S. Bento da Porta Aberta e o rio Caldo. Um retrato lindo que é complementado com as montanhas e vales da Serra do Gerês. Quanto ao ponto, este está assinalado com um marco de cimento que é confundido com as pedras cinzentas da serra.

Santuário e rio Caldo avistado do ponto mais alto da PR 7


Os trilhos do Gerês também são percorridos pelo gado local


Marca de orientação eliminada


Nos picos mais elevados da PR 7, os caminheiros encontram gado local a usufruir das pastagens da Serra do Gerês. E é a poucos metros do ponto mais elevado do Trilho de São Bento que encontra-se um obstáculo devido à danificação de uma marca de orientação do percurso. Este é um senão para quem desconhece o território e algo que necessita de ser corrigido.

Gado local usufruí das pastagens da Serra do Gerês

Serra do Gerês

Um pinheiro numa pedra gigante


Ultrapassado o obstáculo maior do trilho, inicia-se a acentuada inclinação descendente. Pelo meio, apreciam-se as paisagens e toma-se contacto com a fauna e flora da serra. Pinheiros, castanheiros,  fetos, carqueja, tojo e urze ajudam a compor a vegetação do Gerês e dos caminhos da PR 7.

Junto de castanheiros

Ouriço com castanhas

A explorar caminhos da Serra do Gerês


A Serra do Gerês é um chamariz para os amantes da Natureza e das caminhadas. A PR 7 - Trilho de São Bento - é apenas um dos trilhos das Terras de Bouro cujo folheto informativo pode ser adquirido no posto de turismo, situado no centro da vila do Gerês. E, retomando a descrição do percurso, passa-se junto da casa florestal já bem próxima do Santuário de S. Bento da Porta Aberta.

Veículo agrícola de passagem por um caminho florestal


Casa florestal


Nas proximidades do Santuário de S. Bento


Depois da casa florestal, segue-se caminho em direcção à EN-304 que liga as freguesias de Rio Caldo e Covide. Ao atingir a estrada asfaltada, os caminheiros atravessam-na e abandonam-a para seguir um trilho rural que os conduz ao rio Caldo e à ponte da Seara. Aqui, voltam a pisar caminhos florestais e estão próximos da derivação da PR 7.

Nas proximidades do Santuário de S. Bento


Outono é sinónimo de queda das folhas


Junto à EN-304 que liga Rio Caldo a Covide


A derivação da PR 7 - Trilho de São Bento - consiste num pequeno desvio que leva os caminheiros a Gestoso para visitar as furnas. Antigos fornos de fabrico de carvão que são um dos atractivos deste percurso pedestre. E, com alguma insatisfação, esta parte da pequena rota fica por marcar e desvendar pois o tempo não chega, neste caso, para tudo.

Com vista para o Santuário  de São Bento


Rio Caldo avistado do Santuário de São Bento


No recinto do Santuário de São Bento


Estátua de São Bento


Uma segunda passagem pelo rio Caldo e regresso à povoação do lugar da Seara onde faz-se uma nova intersecção com a EN-304 e termina-se a PR 7 junto do ponto de partida. Concluído o percurso, fica a sugestão de uma breve visita ao Santuário de São Bento da Porta Aberta que à noite tem outro encanto.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS