quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Caminhos de Ferreira de Castro

«Cortado pelo rio Caima, debruado de amieiros e de salgueiros, o Vale de Ossela é uma série de rincões edénicos, onde a Natureza veste as suas melhores galas, despretensiosamente, como se o fizesse por simples hábito... Torna-se, porém, necessário trilhar ínvios caminhos para surpreender todo o encanto da terra doce, que parece contemplar-nos com uma meiguice sonhadora, numa ternura que não se esquece.» Ferreira de Castro, Guia de Portugal, Beira Litoral

Grupo de participantes da caminhada de Natal da Villa Cesari
4 de Dezembro de 2016


É com um excerto da obra de Ferreira de Castro que inicio a primeira publicação de Dezembro. O Pé ante pé esteve na caminhada de Natal da Villa Cesari - Associação de Cultura e Desporto de Cesar - e, hoje, dá a conhecer a terra natal do conceituado escritor oliveirense. Um roteiro literário complementado com uma visita à Casa-Museu de Ossela, em Oliveira de Azeméis.

Casa-Museu do escritor Ferreira de Castro


"Nesta casa nasceu em 24 de Maio de 1898 o grande escritor
Ferreira de Castro cuja obra de amor pela Humanidade
obteve protecção mundial."


Lagar da Casa-Museu de Ferreira de Castro


Utensílios de cozinha onde é evidente o desgaste das peças


O quarto onde nasceu Ferreira de Castro


Realizada a inscrição e chegado o dia, os participantes marcam presença às 8.30h na sede da Villa Cesari que situa-se junto da Igreja Matriz de Cesar. Aqui, adquirem uma garrafa de água e barra de cereais para consumir durante a manhã. E, estando tudo a postos, todos seguem numa fila de carros para uma outra freguesia de Oliveira de Azeméis. Ossela é o destino do dia 4 de Dezembro.


O quarto de Ferreira de Castro


Registada a passagem pela Casa-Museu
#Péantepé #ondehapegadas


Início da caminhada


Os "caminhos de Ferreira de Castro" estão distribuídos por
diversas estações que apresentam a terra natal do escritor


Caminheiros e ciclistas a percorrer os mesmos trilhos


Em Ossela, o objectivo é percorrer os "Caminhos de Ferreira de Castro". Mas, antes de dar corda à sola das sapatilhas, primeiro  é-nos dada a oportunidade de conhecer o exterior e o interior da Casa-Museu de Ferreira de Castro. Transformada em museu, a casa onde nasceu o escritor oliveirense tem um lagar, uma cozinha, uma sala e dois quartos cujas paredes e adereços guardam histórias.

Participantes em fila na caminhada de Natal da Villa Cesari


Os "caminhos de Ferreira de Castro" são compostos por
trilhos tradicionais e rurais


Ponte pedonal sobre o rio Caima
  

Travessia do rio Caima


A caminhar junto da margem esquerda do rio Caima


Os "caminhos de Ferreira de Castro" estão assinalados por diversas estações que percorrem os trilhos da terra natal do escritor oliveirense. E uma estação que não passa despercebida aos caminheiros é a travessia do rio Caima e área envolvente. Feita através de uma ponte pedonal, a travessia é hoje de fácil acesso pois na época do escritor constituía um perigo (via pedras e tábuas).

Algumas das participantes da caminhada


Área de lazer junto do rio Caima 


Antiga Igreja de Ossela


Interior da "Igreja Velha" de Ossela


Ainda na "Igreja Velha"


A poucos metros da área de lazer do rio Caima, a antiga Igreja Matriz onde o presidente da Junta de Freguesia de Ossela oferece um lanche aos caminheiros. E, de seguida, dá a conhecer o interior da "Igreja Velha". Nesta estação do roteiro literário, Ferreira de Castro foi baptizado a 6 de Junho de 1898. E, a 18 de Junho de 1909, fez a primeira comunhão.

Cores de Outono destacam-se na caminhada
de Natal de Villa Cesari


Travessia de um pequeno carreiro rural


Marca orientadora dos "caminhos de Ferreira de Castro"


A poucos passos de terminar a caminhada 


'Cúmplice' do Pé ante pé na segunda travessia sobre o Caima


Deixada a "Igreja Velha" e as suas histórias, a caminhada é retomada com mais estações decoradas pelas cores de Outono. Uma segunda travessia do rio Caima via uma outra ponte pedonal. Um outro encanto a somar aos inúmeros que, ao longo de cerca de 10 km e duas horas de duração, pedem-nos para regressar a Ossela para uma nova aventura.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Rota dos Geossítios VI

O sexto passeio pela Rota dos Geossítios desenvolve-se em determinadas partes do território da união das freguesias de Covelo de Paivó e Janarde. O Pé ante pé começa a jornada de hoje no Portal do Inferno e Garra (G23) e, daqui, segue para o complexo mineiro da Poça da Cadela (Regoufe). Meitriz, Janarde e Mourinha são os locais das últimas paragens.

Sexto passeio pela Rota dos Geossítios


O passeio de hoje começa com uma passagem pelo Portal do Inferno e Garra. Situado a cerca de 1000 metros de altitude, o vigésimo terceiro geossítio (G23) de Arouca está classificado com um elevado nível de interesse turístico devido a sua panorâmica. Quem passa por este local de passagem estreita do planalto da Arada fica tanto com o sentimento de medo como de satisfação.

Portal do Inferno e Garra (G23)
Janeiro de 2016


O G23 está envolvido pelo afluente da ribeira de Covas do Monte
  (a Este) e pelo afluente da ribeira de Palhais (a Oeste)
Janeiro de 2016


O Portal do Inferno e Garra também integra a Rota
da Água e da Pedra (Montanhas Mágicas)
Janeiro de 2016


Se, por um lado, o Portal do Inferno é um local muito íngreme que amedronta as pessoas que por lá passam. Por outro lado, lança 'a sua garra' que permite o alcance de uma vista magnífica. O mesmo é dizer que, uma vez que a montanha é cortada por diversas linhas de água profundas, o G23 faz lembrar a separação de dedos de uma garra de uma ave.

Aldeia de Covas do Monte (S. Pedro do Sul) avistada do G23
Janeiro de 2016


A aldeia de Covas do Monte é uma Aldeia de Portugal
Janeiro de 2016


Na chegada a Regoufe...
Agosto de 2015


Depois do Portal do Inferno, o Complexo Mineiro da Poça da Cadela (G22) é o próximo destino. Localizado na parte superior da aldeia de Regoufe, este complexo fica para a história pela exploração de volfrâmio. As ruínas da central de exploração do minério que vemos hoje davam, aquando a II Grande Guerra (1939-1945), trabalho a muitos locais e forasteiros.

... é possível estacionar o carro junto das minas de Regoufe
Agosto de 2015


Complexo Mineiro da Poça da Cadela (G22)
Agosto de 2015


A aldeia de Meitriz é o próximo local de passagem
Janeiro de 2016


Realizada a visita às Minas de Regoufe (G22), é a altura certa para partir à descoberta dos Icnofósseis da área de Meitriz (G21). À chegada a aldeia de Meitriz, o GPS indica que há que atravessar a ponte sobre o rio Paiva junto da praia fluvial local. Mas, já fora do núcleo habitacional, o local indicado é de difícil acesso. E, uma vez sem resultados, a alternativa é partir para Janarde.

Aldeia de Meitriz
Janeiro de 2013



A Rota das Tormentas (PR 5) dá a conhecer as aldeias de
Janarde, Meitriz, Cortegaça e Silveiras
Abril de 2016


Meandros do Paiva (G20)
Abril de 2016


É do ponto alto do núcleo habitacional de Janarde que é possível avistar os Meandros do Paiva (G20) Os meandros são compostos "por duas grandes sinuosidades no curso do rio Paiva". Mas, segundo informações do site do Arouca Geopark, estes são "falsos meandros" pois os verdadeiros "apenas se formam em resultado exclusivo da dinâmica fluvial nas secções terminais dos rios".

É possível observar o G20 durante a parte inicial da PR 5
Abril de 2016


Aldeia de Janarde
Abril de 2016


Rubrica "Eu com o Pé ante pé"... em Janarde
Abril de 2016


Próximos dos Meandros do Paiva, estão os Conheiros de Janarde (G19) na margem direita do rio Paiva. Estes conheiros consistem em "amontoados de seixos e calhaus rolados" provenientes de "uma antiga exploração de ouro aluvionar", lê-se no site do Arouca Geopark. Acresce que este geossítio "testemunha a lavra a céu aberto nas margens do Paiva".

Conheiros de Janarde (G20)
Abril de 2016


Outra perspectiva dos Conheiros de Janarde
Abril de 2016


AVENTUREM-SE!
Abril de 2016


Agora, é tempo de partir em busca da Livraria do Paiva (G18) e dos Icnofósseis da área de Mourinha (G17). Uma tarefa que torna-se impossível devido à falta de acessos. Mas fica a explicação. A 'livraria' ergue-se sobre a ribeira de Mourinha (afluente do Paiva) e trata-se de estratos quartzíticos expostos na vertical semelhantes às lombadas dos livros quando dispostos numa estante.

Rio Paiva
Abril de 2016


Aldeia de Janarde com vista sobre o Paiva
Abril de 2016


À procura dos fenómenos geológicos de Arouca
Janeiro de 2016


A terminar e de acordo com informações do site do Arouca Geopark, os Icnofósseis da área de Mourinha (G17) "ocorrem em afloramentos" onde "destacam-se diversas superfícies de estratificação, bastante verticalizadas onde são facilmente observáveis inúmeros e diversificados icnofósseis". E, concluído o passeio de hoje, parto para o próximo que tem lugar em Canelas.

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

De Gaia ao Porto a pé

Os últimos dias de Outubro estão a revelar-se quentes. E há que aproveitá-los. Querem saber como? O Pé ante pé dá hoje uma sugestão de passeio para o fim de semana prolongado que avizinha-se. Uma aventura de Outono que começa com uma visita ao Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia, e que estende-se até à cidade do Porto. A ponte D. Luís I faz a ligação.

Cúmplices do Pé ante pé


Vila Nova de Gaia e Porto são duas cidades da região norte de Portugal que têm muito para explorar por quem as visita. São uma alternativa óptima para um fim de semana normal ou prolongado. O Pé ante pé escolhe um domingo para o roteiro de hoje que começa no Mosteiro da Serra do Pilar, em Gaia.

Rampa de acesso ao Mosteiro da Serra do Pilar (Gaia)


Rio Douro


Ponte D. Luís I avistada da Serra do Pilar


No interior do Mosteiro da Serra do Pilar...


Exposição "Monumentos da Região Norte"


Mosteiro de Arouca é um dos "Monumentos da Região Norte"


Claustros do Mosteiro da Serra do Pilar


Teleférico de Gaia


A Serra do Pilar está situada numa encosta que proporciona uma bela panorâmica sobre o Douro e o Porto. Um miradouro que não pode deixar de visitar numa passagem por Gaia. Aqui, ainda podem entrar no museu do mosteiro destinado a divulgação do "Património a Norte." A entrada com custo de um euro dá acesso à exposição "Monumentos da Região Norte" e aos claustros.

A Serra do Pilar (Gaia) de olho na Invicta


Ponte D. Luís I sobre o rio Douro


Funicular dos Guindais liga a Batalha à Ribeira do Porto


Travessia da ponte D. Luís I (sentido Gaia-Porto)


Junto da Sé do Porto


Jardim das Oliveiras situado junto à Torre dos Clérigos


Igreja e Torre dos Clérigos (Porto)


Visita à Torre dos Clérigos


À exploração da Serra do Pilar, segue-se a ponte D. Luís I sobre o rio Douro. Mas, um pouco antes, faz-se uns olhinhos ao Jardim do Morro. E, feita a travessia, já calca-se território da Invicta. Primeiro, uma visita à Sé do Porto. Depois, uma passagem pela estação ferroviária de S. Bento e é aqui que o estômago começa a queixar-se. Está na hora do almoço.

Interior da Igreja dos Clérigos


À descoberta da Torre dos Clérigos


Sé do Porto com o Mosteiro da Serra do Pilar no pano de fundo


Regresso a Vila Nova de Gaia


Cidade do Porto até um dia


Travessia da ponte D. Luís I (sentido Porto-Gaia)


No parque da cidade do Porto, ...


... a terminar o domingo com um pequeno passeio.


A tarde é reservada para uma visita ao ex-líbris da cidade do Porto, a Torre dos Clérigos. Um edifício com 75 metros de altura que não passa despercebido a quem vagueia pelo centro histórico. E para findar o dia (que note-se já é mais pequeno), fica a sugestão de caminhar um pouco pelo maior parque urbano de Portugal. O Parque da Cidade do Porto ao qual voltarei.

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS