sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ilha dos Amores

A Ilha dos Amores é o único percurso pedestre do município de Castelo de Paiva. Uma pequena rota, de sete quilómetros, carregada de paisagens únicas que fazem vibrar o coração de quem visita o Cais do Castelo, na freguesia de Fornos. Hoje, dia de S. Valentim e dos Namorados, esta é a proposta de trilho sugestiva para este ou um outro fim de semana amoroso.

Ilha do Castelo ou Ilha dos Amores 


A PR 1 de Castelo de Paiva, é única no concelho, tem início e fim no Cais do Castelo e dá a conhecer vários pontos da freguesia de Fornos. Um percurso único, mas de extrema beleza. O rio Douro complementa as paisagens do município e, aí, sugere o casamento perfeito. O ponto de partida dá-se junto da placa informativa do trilho.

Placa informativa da PR 1 - Ilha dos Amores


Ao longo do percurso, passamos por lugares da freguesia de Fornos e atravessamos por mais que uma vez a EN 222. Calcamos calçadas antigas, atravessamos ruelas estreitas, percorremos caminhos de terra e alcançamos vistas panorâmica incríveis. Logo, no início da PR 1, avistamos a ponte de Escamarão que separa os distritos de Aveiro e de Viseu. Por aqui, correm as águas do rio Paiva que, por sua vez, vai ao encontro do Douro. 

Ponte de Escamarão e rio Paiva


Ruela e calçada antiga


Alminhas


Caminho de terra 


Videira


A capela de Santo António, a escola primária, o polidesportivo, o largo paroquial e a Igreja de São Pelágio de Fornos são outros dos pontos de referência da Ilha dos Amores. A cada pegada dada é evidente a forte religiosidade local e a importância da produção vinícola. Exemplos disso são as diversas representações de alminhas espalhadas pelos lugares da freguesia e  os campos de videiras.

Capela de Santo António


Placa de madeira a indicar a direcção certa


Igreja de São Pelágio de Fornos


Hipericão


Alminhas


Caminho de terra


Campos carregados de videiras


Vista longínqua para o rio Douro


Envolvida pelo rio Douro, a Ilha do Castelo ou Ilha dos Amores (como é mais conhecida) reúne três distritos: Aveiro, Porto e Viseu. E, no fim de contas territoriais, a ilha é adquirida, em 1991, pela Câmara Municipal de Castelo de Paiva. O cais do Castelo é, sem dúvida, um ponto forte da PR 1. Mas, ao longo de todo o percurso, os caminheiros têm a oportunidade de avistar o rio Douro e as magníficas paisagens que o envolvem.

Ilha dos Amores avistada do ponto mais alto da PR 1


Ovelha




Vistas panorâmicas sobre o rio Douro


Passagem pela Quinta do Castelo de Baixo


Depois de passar junto da Quinta do Castelo de Baixo, o fim do percurso está à vista. Logo, surge o Cais do Castelo e a Ilha dos Amores. Esta recebe os caminheiros com boas-vindas e, no final, despede-se com incentivos para uma nova visita. Resumindo, sete quilómetros de distância com vistas fantásticas. E, de negativo, apenas a apontar a existência de alguns constrangimentos na sinalização do percurso.

Passagem de um barco turístico 


Cais do Castelo e Foz do rio Paiva


Barco turístico


Pequenos barcos junto ao Cais do Castelo 


A terminar, deixo uma curiosidade exposta no folheto da PR 1 - Ilha dos Amores: "Na Foz do rio Paiva, junto à sua confluência com o Douro, encontra-se uma ilha, a que o povo chama ilha dos amores, cujo valor patrimonial e ambiental é inestimável. Sempre foi acessível através de um areal que a ligava à margem direita do rio Paiva [...] até que a albufeira da Barragem de Crestuma/ Lever submergiu permanentemente a sua ligação à terra. Desde então só é acessível de barco, o que a tornou mais atractiva."

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Varandas da Felgueira

O concelho de Vale de Cambra oferece, aos caminheiros, três percursos pedestres de pequena rota. Varandas da Felgueira, À Nossa Senhora da Saúde por caminhos de antigamente e Na Vereda do Pastor são os nomes atribuídos à PR 1, PR 2 e PR 3 respectivamente. E é pelo início que começo. Um percurso circular, de 5.100 metros, que dá a conhecer a aldeia da Felgueira e as suas varandas.

Uma varanda da Felgueira têm vista para a Frecha da Mizarela


A pequena rota Varandas da Felgueira é circular e, sendo assim, pode ter início e fim em qualquer um dos pontos do percurso. Aqui, marco o ponto de partida junto do painel informativo da PR 1, na rua da Freita. Integrada no programa 'Aldeias de Portugal', Felgueira é uma aldeia rural e tradicional da freguesia de Arões. E é, sem demoras, para o núcleo antigo que tomamos direcção.

O painel informativo já situado no largo da rua da Freita


Da rua da Freita segue-se para o núcleo antigo da Felgueira


Núcleo antigo da aldeia da Felgueira


Deixada a estrada asfaltada, entramos no núcleo antigo da aldeia da Felgueira. Caminhamos sobre calçadas gastas pelo tempo e pelo passagem das pessoas, animais e carros de bois. Avistamos, uns de perto e outros de longe, edifícios de pedra com paredes (também elas) desgastadas pelos invernos e verões de anos a fio. Passamos ainda junto de casas restauradas que aguardam a visita de forasteiros. E, a cada canto, a vida rural está bem marcada. 

De Felgueira a Carvalhal do Chão conta-se 1.2 km


Depois da passagem pelo núcleo antigo da Felgueira, seguimos para o lugar de Carvalhal do Chão a 1.2 km de distância. É um instante e, até lá, tomamos um trilho de terra e cheio de humidade que dá acesso a vários campos de cultivo. Por aqui, ainda é possível encontrar moreias feitas de canas de bandeiras de espigas de milho e admirar os campos zelados aos socalcos. E, pouco tempo depois, já estamos em Carvalhal.

Trilho rural de acesso a Carvalhal do Chão


Cavalos à frente e a Serra da Freita ao fundo 


Indicação de 'Caminho Certo'


A passagem pelo lugar de Carvalhal do Chão é rápida. E, a partir daqui, começamos a subir pela mata adentro e a percorrer as Varandas da Felgueira. Agora, deixamos os trilhos rurais e a estrada asfaltada para entrar em caminhos florestais e montanhosos. As habitações ficam para trás e dão lugar aos pinheiros, eucaliptos, giestas, tojo, musgo nas pedras. Toda uma paisagem verde, cinzenta e acastanhada típica da estação fria.

PR 1 - Varandas da Felgueira


A Serra da Freita como pano de fundo 


Trilho florestal e montanhoso


Mais uma vez a Serra da Freita a biscar o olho


É seguir em frente que este é o 'Caminho Certo'


Pouco depois de encontrarmos duas placas de madeira, uma a indicar que percorremos 1.9 km e outra que falta 1.5 km para terminar o percurso, temos (a meu ver) uma vista privilegiada para a Serra da Freita. Mais concretamente, ao começarmos a descer em direcção ao ponto de início da PR 1, avistamos a aldeia e a Frecha da Mizarela. Aqui, penso e interrogo-me: «Como é possível? São maravilhas da natureza que dão acesso a lugares impensáveis de ver a vivo e a cores.»

Mais um 1.9 km no papo e falta 1.5 km para o fim


Resina a espreitar pelo tronco de um pinheiro


Vista para a aldeia e Frecha da Mizarela


O percurso está quase prestes a ser concluído. Antes, passamos pelo campo de jogos da Felgueira e pela capela e arraial local. No regresso à rua da Freita, os caminheiros podem alargar a sua visita até à aldeia da Paraduça. Este lugar, também da freguesia de Arões, fica a cerca de 7 km (de carro) da aldeia da Felgueira e dá a conhecer um conjunto de moinhos restaurados e em funcionamento. Fica a dica de visita para quem quiser ver o milho a ser moído.

Campo de jogos 


Capela local


Coreto situado do arraial da capela


Arraial da capela local


Felgueira integra o programa 'Aldeias de Portugal'


A aldeia da Felgueira é uma das portas de entrada e saída da Serra da Freita. Por isso, aquando de uma visita à serra, aproveitem e passem por este lugar de Arões para desvendar as Varandas da Felgueira. Uma pequena rota muito acessível, a quem está habituado a fazer caminhadas, e que, sem pressas, faz-se em pouco mais de uma hora.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS


sábado, 7 de fevereiro de 2015

A próxima paragem é Arões

Uma parcela de território da Serra da Freita pertence ao concelho de Arouca e uma outra ao lado de Vale de Cambra. Estes dois municípios fazem fronteira junto ao abrigo e à mamoa de Monte Calvo da serra. E, depois do Trilho Exótico e do marco geodésico de S. Pedro Velho, é a vez de percorrer as Varandas da Felgueira, em Arões.



O lugar da Felgueira, freguesia de Arões, pertence ao concelho de Vale de Cambra e é a próxima paragem do Pé ante pé. Uma aldeia rural que integra o projecto "Aldeias de Portugal" e que tem a Serra da Freita e as águas do rio Cabrum como cartão de visita. Toca a dar um salto aos arredores da serra para percorrer as Varandas da Felgueira, uma pequena rota de 5.100 metros. 

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS

Marco geodésico de S. Pedro Velho

Uma vista panorâmica de 360 graus sobre a Serra da Freita é o que podem alcançar do marco geodésico de S. Pedro Velho, localizado na freguesia de Albergaria da Serra, em Arouca. E, depois de percorrer o Trilho Exótico, porque não uma subida até ao ponto mais alto da serra? Esta é a sugestão que apresento, hoje, para usufruírem este fim de semana ou quiçá noutra oportunidade.

Pico montanhoso do marco geodésico de S. Pedro Velho


O marco geodésico de S. Pedro Velho é o geossítio número 3 do concelho de Arouca e pode conhecê-lo ao percorrer um dos diferentes caminhos montanhosos de acesso ao pico mais alto da Serra da Freita. Para alcançar o marco, a maneira mais fácil é dirigirem até à central eólica da serra e, aí, encontram de um lado a central e do outro uma placa referente ao geossítio em questão.

Placa informativa do G.3 - S. Pedro Velho


E, uma vez que o pico montanhoso de S. Pedro Velho fica muito próximo do parque de merendas do Vale da Raiz, a sugestão de hoje passa pela realização do Trilho Exótico mais uma subida até ao marco geodésico da Serra da Freita. O parque é um dos pontos de passagem da PR 16, por isso, o desvio a efectuar é pequeno e, assim, os caminheiros têm um programa mais alargado e convidativo.

Vista panorâmica de 360º sobre a Freita


Assim como a Frecha da Mizarela e as Pedras Parideiras, o marco de S. Pedro Velho é um geossítio de Arouca e um ponto de interesse e curiosidade para quem visita a Serra da Freita. O fim de semana está a ser abrilhantado pelo sol que, ainda a medo, aquece um pouco os dias de inverno. O frio típico da serra entranha e a cor predominante é o cinzento. Mas, ainda assim, a Freita tem sempre encanto (ver acima fotogaleria).

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Trilho Exótico

O ano é novo e a sugestão de caminhada também é nova. A abrir 2015, apresento o Trilho Exótico para fechar a descrição dos percursos pedestres de Arouca. Uma pequena rota de 9 km carregados de desníveis, ora ascendentes ora descendentes, que são acompanhados por agradáveis essências e paisagens (ver abaixo fotogaleria) da Serra da Freita e arredores.

Essências da PR 16 - Trilho Exótico


A PR 16 - Trilho Exótico - desvenda, assim com a Viagem à Pré-História da Freita, recantos da serra que amo. Uma caminhada com início na aldeia do Merujal, passagem pela estrada de acesso à capela da Srª da Lage, mergulho nas profundezas dos montes e vales envolventes e retorno à estrada principal para, agora, rumar ao parque de merendas do Vale da Raiz. Depois, uma passagem pelo parque de merendas do Merujal e pelo refúgio da Freita onde, por fim, retoma-se ao ponto inicial. 

A PR 16 tem 9 km de distância e 2 a 3 horas de duração


Deixada para trás a aldeia do Merujal, os caminheiros encontram a estrada principal de acesso à capela da Srª da Lage e ao parque de campismo da Freita. Deste ponto até ao refúgio são 500 metros de caminho, até ao parque de merendas do Merujal é 1,20 km e até ao parque do Vale da Raiz são 2,20 km. Tudo pontos de passagem da PR 16, que tem o seu trilho marcado por caminhos de montanha e por estradas asfaltadas. É só seguir as marcas vermelhas e amarelas.

Capela da Srª da Lage


A capela da Srª da Lage abre portas a 3 de maio e toda a zona envolvente (estrada incluída) enche de vendedores e visitantes. Forma-se um verdadeiro arraial à moda antiga pois a tradição permanece a cada ano que passa, no lugar do Merujal. Posto este aparte, é tempo de seguir a tabuleta de madeira que indica aos caminheiros que têm de deixar a estrada e enveredar por um caminho de terra. E, aqui, encontramos o primeiro grande desnível. Começamos a descer bastante sobre um piso irregular.

Zona onde atingi-se a cota mais baixa (400 m) da PR 16


À medida que descemos, deparamos que a PR 16 é uma pequena rota circular que requer alguma prática de caminhada em terrenos de montanha. O piso é composto por imensos pedregulhos soltos que dificultam a descida. Mas, com calma, qualquer pessoa com mobilidade activa consegue. Eis que atingimos a quota mais baixa (400 metros) do percurso e avistamos uma vasta área de árvores exóticos. A seguir, toma-se um caminho à direita e à espera dos caminheiros está, agora, um desnível ascendente.

Ponto de início do desnível ascendente da PR 16


Giesta


Urze


Carqueja


Este troço de estrada  integra a PR 16


Vista panorâmica sobre a vila de Arouca


Parque de merendas do Vale da Raiz


Marca indica que seguir em frente é o Caminho Certo


Depois de uma subida um pouco conturbada, os caminheiros voltam a pisar a estrada de alcatrão para, logo de seguida, virar à esquerda e tomar um novo caminho de montanha. Daqui, seguem para o parque de merendas do Vale da Raiz e, um quilómetro à frente, o parque de merendas do Merujal. Mais uns metros e estamos lado a lado com a entrada do refúgio da Freita e perto da aldeia, onde teve início e termina o Trilho Exótico.

Essências e paisagens do Trilho Exótico


O Trilho Exótico é um bom motivo para fazer uma visita e caminhada pela Freita. É um trilho de 9 km de distância e de 2 a 3 horas de duração, que exige uma vista de olhos a cada pormenor, essência e paisagem que contempla (ver acima fotogaleria). Dependendo da época do ano, os visitantes podem chegar a serra e encontrar um cenário mais cinzento ou mais florido. As carquejas, urzes e giestas são algumas das plantas que decoram a tela de amarelo e rosa.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS