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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Geossítios e Passadiços do Paiva

O quinto passeio pela Rota dos Geossítios abraça os Passadiços do Paiva. Uma caminhada e um passeio  que traduzem-se na descoberta de mais seis fenómenos geológicos de Arouca. A Falha da Espiunca, a Gola do Salto, a Praia do Vau, a Cascata das Aguieiras, a Garganta do Paiva e os Icnofósseis da área de Vila Cova são o destaque de hoje do Pé ante pé.

A admirar as águas bravas do rio Paiva
Fevereiro de 2016


O início do passeio de hoje é assinalado junto da Falha da Espiunca (G32). O trigésimo segundo geossítio que ocorre nas rochas mais antigas do Arouca Geopark formadas há mais de 550 milhões de anos. Numa placa local, é possível ainda ficar a saber que a "falha da Espiunca é um exemplo didático de uma falha normal, resultante da actuação de forças distensivas."

Placa assinala o local da Falha da Espiunca
Fevereiro de 2016


Falha da Espiunca (G32)
Fevereiro de 2016


Placa informativa da Falha da Espiunca
Fevereiro de 2016

Rio Paiva junto da Falha da Espiunca
Fevereiro de 2016


Rio Paiva
Fevereiro de 2016


A falha do G32 sobressai aos olhos daqueles que iniciam o percurso dos Passadiços do Paiva, em Espiunca. Sendo aqui possível comprovar que o bloco do lado direito desceu, noutros tempos, relativamente ao bloco do lado esquerdo. E, já com os pés na estrutura de madeira, o Pé ante pé segue para a Gola do Salto (G31). 

Passadiços do Paiva após a reabertura
Fevereiro de 2016

Passadiços do Paiva
Fevereiro de 2016

Posto SOS dos Passadiços do Paiva
Fevereiro de 2016

Placa informativa do "Rápido dos 3 Saltinhos"
Fevereiro de 2016


"Rápido dos 3 Saltinhos" do Rio Paiva
Fevereiro de 2016


Antes de atingir a Gola do Salto (G31), quem percorre os Passadiços do Paiva tem o privilégio de admirar o "Rápido dos 3 Saltinhos" e o "Rápido das Escadinhas". Dois rápidos que, tal com o trigésimo primeiro geossítio, são troços do rio onde ocorrem falhas rochosas que condicionam os desportos de aventura praticados no Paiva.

Junto do "Rápido das Escadinhas"
Fevereiro de 2016


Placa informativa do "Rápido das Escadinhas"
Fevereiro de 2016


"Rápido das Escadinhas"
Fevereiro de 2016


Passadiços do Paiva
Fevereiro de 2016

Passadiços permitem admirar o correr das águas bravas do Paiva
Fevereiro do 2016


Depois do "Rápido dos 3 Saltinhos" e do "Rápido das Escadinhas", eis o rápido designado por "Gola do Salto". Este corresponde ao trigésimo primeiro geossítio (G31) e "é o mais forte e impressionante [rápido] do rio Paiva", lê-se numa placa informativa. O Paiva exige que a prática de rafting seja realizada na companhia de profissionais pela dificuldade dos rápidos e seus perigos.
    
Gola do Salto (G31)
Fevereiro de 2016


Placa informativa do "Rápido do Salto"
Fevereiro de 2016


Gola do Salto (G31)
Fevereiro de 2016


Praia Fluvial do Vau (G30)
Setembro de 2015


Ponte suspensa sobre o rio Paiva
Setembro de 2015


À Gola do Salto (G31), segue-se a Praia Fluvial do Vau. Classificada como trigésimo geossítio (G30) de Arouca, esta praia é um ponto de paragem obrigatória para quem percorre os Passadiços do Paiva devido ao seu elevado interesse turístico. Aqui, os locais e os forasteiros podem descansar, ir a banhos e usufruir da sombra junto de um pequeno bar e esplanada acima do areal.

Vista panorâmica para a escadaria em zig-zag
Setembro de 2015


Uma amostra da escadaria em zig-zag
Setembro de 2015


Na primeira visita aos Passadiços do Paiva
Julho de 2015


Ribeira de Alvarenga
Fevereiro de 2013


Cascata das Aguieiras (G35)
Fevereiro de 2013


Antes de abandonar o Vau, ainda há tempo para fazer a travessia da margem direita para a margem esquerda do rio. O que é possível devido à existência de uma ponte suspensa sobre o Paiva. Mas pormenores à parte, toca a somar mais umas pegadas para conseguir atingir a escadaria de zig-zag e a Cascata das Aguieiras (G35).

Junto da Garganta do Paiva (G36)
Fevereiro de 2016


Garganta do Paiva (G36)
Agosto de 2013


Na segunda visita aos Passadiços do Paiva
Agosto de 2015


Durante a primeira visita aos Passadiços
Julho de 2015


Escadaria de zig-zag e rio Paiva
Setembro de 2015


A Cascata das Aguieiras é originada pela queda de água da ribeira de Alvarenga sobre as águas do rio Paiva. É um outro fenómeno geológico com um elevado interesse turístico que, seja de passagem pelos Passadiços do Paiva ou pela Rota do Xisto, não deixa ninguém indiferente. E, uns metros e degraus à frente, aproxima-se o próximo geossítio: a Garganta do Paiva (G36).

Na terceira visita aos Passadiços do Paiva
Fevereiro de 2016

Observação privilegiada sobre as águas bravas do Paiva
Fevereiro de 2016

Passadiços do Paiva
Fevereiro de 2016

Trilho florestal do Paiva
Fevereiro de 2016


Regresso a Espiunca
Fevereiro de 2016


A Garganta do Paiva é o trigésimo sexto (G36) dos 41 fenómenos geológicos do Arouca Geopark. Localizado por baixo da ponte de Alvarenga, este geossítio é ponto de passagem dos praticantes de rafting. Aqui, começam os rápidos proporcionados pelas falhas rochosas encobertas pela Paiva. "Um percurso exigente numa  garganta impressionante", lê-se numa página do portal da CMA.

Rio Paiva de passagem por Espiunca
Agosto de 2015


Praia de Espiunca
Agosto de 2015


O percurso dos Passadiços do Paiva termina junto da praia do Areinho e perfaz um total de cerca de oito quilómetros. No regresso ao ponto de partida, resta apenas conhecer os Icnofósseis da área de Vila Cova (G33). A localização deste geossítio é bem próxima da aldeia de Espiunca. No entanto, o local não está acessível. Quem sabe um dia o consiga alcançar...

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS



terça-feira, 21 de julho de 2015

Passadiços do Paiva

Os Passadiços do Paiva têm, desde 20 de Junho de 2015, atraído muitos forasteiros até às praias fluviais de Espiunca, do Vau e do Areinho  para usufruírem de uma paisagem ímpar e de um passeio memorável. Inaugurados no mês passado pelo presidente da Câmara Municipal de Arouca, José Artur Neves, os passadiços estão a ser um sucesso. O Pé ante pé inicia, na Igreja de Espiunca, o percurso linear de 8.700 metros e termina com 17.400 metros, somando a ida e volta.

Passadiços do Paiva


Situados na margem esquerda do Paiva, os passadiços têm duas extremidades: Espiunca e Areinho. Começando em qualquer um destes pontos de paragem, o trajecto é realizado em travessia e composto por desníveis acentuados que não intimidam aqueles que procuram os passadiços. O rio Paiva e toda a paisagem envolvente, os geossítios e as praias locais fazem brilhar os olhos e compensam qualquer esforço. E, no final, um mergulho também é algo muito apetecível.

Início do percurso em Espiunca


Passadiços inaugurados a 20 de Junho de 2015 


Bem-vindo aos Biospots do Passadiço do Paiva (B9)


Águas bravas do rio Paiva


Biodiversidade nas rochas (B8)

Passadiço na margem esquerda do rio Paiva


Arbustos típicos dos matos mediterrâneos (B7)


Um dos muitos desníveis do passadiço 


Vista para a Gola do Salto (Geossítio 31)


Gola do Salto (G31)


Passadiço do Paiva

Três grandes borboletas e as suas plantas hospedeiras (B6)


Passadiço do Paiva


Caloptérix de Portugal (B5)

Chegada à praia do Vau (Canelas)


A praia fluvial do Vau é um geossítio (G30) do concelho e, neste ponto do passadiço, a pequena rota 9 e a grande rota 28 encontram-se e seguem caminhos opostos. A GR 28 - Por Vales e Montanhas de Arouca - segue pela estrada de asfalto e a PR 9 - Rota do Xisto - segue um caminho de terra junto ao rio Paiva. Esta última atravessa o passadiço junto à foz do ribeiro de Canelas e sobe a encosta em direcção à estrada, onde une-se à grande rota. A partir daí seguem juntas para a Igreja Matriz de Canelas. 

Marca orientadora da GR 28


Cascata do ribeiro da Estreitinha


Ponte suspensa já é um grande atractivo da praia do Vau


Ponte une as duas margens do rio Paiva


Passadiço do Paiva


À sombra da galeria ripícola (B4)


Passadiço do Paiva


Folhas verdejantes


Passadiço do Paiva


Rio Paiva



A olhar tanto para a biologia como para a geologia (B3)


A ponte suspensa da praia do Vau já é um sucesso. Os forasteiros, que procuram os passadiços do Paiva, ficam encantados quando chegam ao G30 e vislumbram esta construção de ferro e madeira. Mas, antes de fazer a travessia da margem esquerda para a direita do Paiva, há que tomar atenção às indicações locais: "Proibida a presença, em simultâneo, de mais do que 10 pessoas"; "Não saltar na ponte"; "Não saltar da ponte"; "Não correr na ponte"; "Dar prioridade às pessoas que já iniciaram a travessia".

Passadiço do Paiva 


Espécies ameaçadas na Europa e outras raridades do Paiva (B2)


Escadaria em zig-zag 


Os passadiços têm mais de mil degraus ao longo de 8.700 metros


Cascata das Aguieiras (G35)


Os passadiços são também compostos por troços florestais


A escadaria em zig-zag, que permite avistar a Cascata das Aguieiras (G35), é outro chamariz dos passadiços do Paiva. São muitos degraus a subir, no sentido Espiunca-Areinho, e a descer, no sentido contrário. A vista panorâmica alcançada no topo é incrível. As águas do ribeiro de Alvarenga precipitam-se, descendo a encosta, e entregam-se ao Paiva. E, assim a margem direita do rio, tem um encanto que suscita muita curiosidade.

Passadiços do Paiva


Os passadiços ajudam os taxistas locais


Ponte da Garganta do Paiva (G36)


Aviso de aproximação à Estrada Nacional


Os passadiços de madeira são compostos por mais de mil degraus e por alguns troços florestais. Coloca-se, nas proximidades da ponte da Garganta do Paiva (G36), os pés na terra e segue-se caminho até ao Areinho. Já, no ponto de chegada, avista-se o rio Paiva de perto e uma área (não muito extensa) de areal. A praia fluvial do Areinho tem, na época balnear, vigilância e é um local muito apetecível para fazer um mergulho.

Bem-vindo aos Biospots do Passadiço do Paiva (B1)


Praia fluvial do Areinho


A praia do Areinho tem vigilância 


Caminho florestal


Garganta do Paiva (G36)


Escadaria de madeira


Rio Paiva avistado dos passadiços


Pregos


Ponte suspensa junto da praia do Vau


A praia fluvial do Vau é muito concorrida


Posto SOS


Regresso a Espiunca


Depois de uma pequena pausa na praia do Areinho, é tempo de percorrer os Passadiços do Paiva. Agora, o percurso é realizado no sentido contrário e, no total, contam-se 17 quilómetros e 400 metros. À chegada a Espiunca, o cansaço é muito. Mas a satisfação é ainda maior e lança-se um olhar para a Falha de Espiunca (G36), localizada na margem direita do rio. A viagem pela arqueologia, biologia e geologia termina e fica o desejo de que todo este espaço seja zelado por quem o visita.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS