Mostrar mensagens com a etiqueta Espiunca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espiunca. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de julho de 2015

Passadiços do Paiva

Os Passadiços do Paiva têm, desde 20 de Junho de 2015, atraído muitos forasteiros até às praias fluviais de Espiunca, do Vau e do Areinho  para usufruírem de uma paisagem ímpar e de um passeio memorável. Inaugurados no mês passado pelo presidente da Câmara Municipal de Arouca, José Artur Neves, os passadiços estão a ser um sucesso. O Pé ante pé inicia, na Igreja de Espiunca, o percurso linear de 8.700 metros e termina com 17.400 metros, somando a ida e volta.

Passadiços do Paiva


Situados na margem esquerda do Paiva, os passadiços têm duas extremidades: Espiunca e Areinho. Começando em qualquer um destes pontos de paragem, o trajecto é realizado em travessia e composto por desníveis acentuados que não intimidam aqueles que procuram os passadiços. O rio Paiva e toda a paisagem envolvente, os geossítios e as praias locais fazem brilhar os olhos e compensam qualquer esforço. E, no final, um mergulho também é algo muito apetecível.

Início do percurso em Espiunca


Passadiços inaugurados a 20 de Junho de 2015 


Bem-vindo aos Biospots do Passadiço do Paiva (B9)


Águas bravas do rio Paiva


Biodiversidade nas rochas (B8)

Passadiço na margem esquerda do rio Paiva


Arbustos típicos dos matos mediterrâneos (B7)


Um dos muitos desníveis do passadiço 


Vista para a Gola do Salto (Geossítio 31)


Gola do Salto (G31)


Passadiço do Paiva

Três grandes borboletas e as suas plantas hospedeiras (B6)


Passadiço do Paiva


Caloptérix de Portugal (B5)

Chegada à praia do Vau (Canelas)


A praia fluvial do Vau é um geossítio (G30) do concelho e, neste ponto do passadiço, a pequena rota 9 e a grande rota 28 encontram-se e seguem caminhos opostos. A GR 28 - Por Vales e Montanhas de Arouca - segue pela estrada de asfalto e a PR 9 - Rota do Xisto - segue um caminho de terra junto ao rio Paiva. Esta última atravessa o passadiço junto à foz do ribeiro de Canelas e sobe a encosta em direcção à estrada, onde une-se à grande rota. A partir daí seguem juntas para a Igreja Matriz de Canelas. 

Marca orientadora da GR 28


Cascata do ribeiro da Estreitinha


Ponte suspensa já é um grande atractivo da praia do Vau


Ponte une as duas margens do rio Paiva


Passadiço do Paiva


À sombra da galeria ripícola (B4)


Passadiço do Paiva


Folhas verdejantes


Passadiço do Paiva


Rio Paiva



A olhar tanto para a biologia como para a geologia (B3)


A ponte suspensa da praia do Vau já é um sucesso. Os forasteiros, que procuram os passadiços do Paiva, ficam encantados quando chegam ao G30 e vislumbram esta construção de ferro e madeira. Mas, antes de fazer a travessia da margem esquerda para a direita do Paiva, há que tomar atenção às indicações locais: "Proibida a presença, em simultâneo, de mais do que 10 pessoas"; "Não saltar na ponte"; "Não saltar da ponte"; "Não correr na ponte"; "Dar prioridade às pessoas que já iniciaram a travessia".

Passadiço do Paiva 


Espécies ameaçadas na Europa e outras raridades do Paiva (B2)


Escadaria em zig-zag 


Os passadiços têm mais de mil degraus ao longo de 8.700 metros


Cascata das Aguieiras (G35)


Os passadiços são também compostos por troços florestais


A escadaria em zig-zag, que permite avistar a Cascata das Aguieiras (G35), é outro chamariz dos passadiços do Paiva. São muitos degraus a subir, no sentido Espiunca-Areinho, e a descer, no sentido contrário. A vista panorâmica alcançada no topo é incrível. As águas do ribeiro de Alvarenga precipitam-se, descendo a encosta, e entregam-se ao Paiva. E, assim a margem direita do rio, tem um encanto que suscita muita curiosidade.

Passadiços do Paiva


Os passadiços ajudam os taxistas locais


Ponte da Garganta do Paiva (G36)


Aviso de aproximação à Estrada Nacional


Os passadiços de madeira são compostos por mais de mil degraus e por alguns troços florestais. Coloca-se, nas proximidades da ponte da Garganta do Paiva (G36), os pés na terra e segue-se caminho até ao Areinho. Já, no ponto de chegada, avista-se o rio Paiva de perto e uma área (não muito extensa) de areal. A praia fluvial do Areinho tem, na época balnear, vigilância e é um local muito apetecível para fazer um mergulho.

Bem-vindo aos Biospots do Passadiço do Paiva (B1)


Praia fluvial do Areinho


A praia do Areinho tem vigilância 


Caminho florestal


Garganta do Paiva (G36)


Escadaria de madeira


Rio Paiva avistado dos passadiços


Pregos


Ponte suspensa junto da praia do Vau


A praia fluvial do Vau é muito concorrida


Posto SOS


Regresso a Espiunca


Depois de uma pequena pausa na praia do Areinho, é tempo de percorrer os Passadiços do Paiva. Agora, o percurso é realizado no sentido contrário e, no total, contam-se 17 quilómetros e 400 metros. À chegada a Espiunca, o cansaço é muito. Mas a satisfação é ainda maior e lança-se um olhar para a Falha de Espiunca (G36), localizada na margem direita do rio. A viagem pela arqueologia, biologia e geologia termina e fica o desejo de que todo este espaço seja zelado por quem o visita.

Aventurem-se e boas caminhadas!

Um até já,

TS



sábado, 26 de julho de 2014

Rota dos Aromas

É 26 de Outubro de 2013 e dezenas de pessoas estão reunidas no largo da Igreja de Espiunca à espera da inauguração da PR 10 - Rota dos Aromas - do concelho de Arouca. Um percurso circular de 11 km de nível fácil para quem está habituado a caminhar pela floresta e montanha. A um ritmo pausado, a caminhada fica concluída entre três a quatro horas.

Urze


A Rota dos Aromas desvenda os cheiros de muitas plantas usadas para confeccionar chás saborosos (isto de acordo com o gosto de cada pessoa). Urze, carqueza, urtiga, corrijó, funcho, alecrim, rosmaninho e silvas são fragrâncias que podem ser encontradas pelos trilhos da PR 10. Num troço do percurso, é ainda possível caminhar lado a lado com o rio Paiva (ver abaixo fotogaleria).

PR 10 - Rota dos Aromas


Carqueja


A caminhada está marcada para as 9 horas e a saída do largo da Igreja de Espiunca é dada pelo presidente da Câmara Municipal de Arouca, Artur Neves, que, antes, inaugura com um breve discurso a Rota dos Aromas integrada nos percursos pedestres do município. O presidente conta com a ajuda do mentor da PR 10, Sr. Gonçalves, na apresentação da pequena rota.

Artur Neves e Sr. Gonçalves


Igreja Matriz de Espiunca


Camisola  de um 'GUIA' orientador e auxiliar


"Moinhos Tradicionais Milho e Linho"


O percurso é circular e, com tal, pode ter início em qualquer ponto de passagem. Mas, aqui, o ponto de partida é marcado no centro de Espiunca. Depois da formalidade da inauguração, é tempo de sair do largo e, isto, na companhia de indivíduos treinados e identificados com uma t-shirt de 'GUIA' para orientar e auxiliar os participantes da caminhada. 

Logo, a abrir passa-se por moinhos tradicionais edificados pela Junta de Freguesia de Espiunca, actualmente agregada à freguesia de Canelas, e inaugurados a 24 de Abril de 2005. E é também neste primeiro troço que o rio Paiva acompanha os caminheiros que seguem, na estrada asfaltada, em direcção ao lugar de Serabigões. 

Pedaços de broa 


Broa com mel e chá de barbas de milho


Capela do lugar de Serabigões


Um quilómetro e meio depois, deixa-se a estrada e toma-se um caminho antigo para Serabigões, que conduz os caminheiros à capela do lugar. Aqui, os locais esperam os forasteiros para um primeiro regalo. Um lanche composto por broa, mel e diversos chás. Aliás, esta é a primeira degustação de chás com os aromas patentes ao longo da PR 10.

De barriga cheia, deixa-se o lugar de Serabigões e ruma-se por caminhos florestais até Vila Cova para mais uma prova de chás. Pelo caminho, os caminheiros sentem os aromas locais, avistam belas paisagens e vistas panorâmicas. O correr das águas dos ribeiros e o canto dos pássaros dão também um aconchego a quem visita e percorre os trilhos da Rota dos Aromas. 

Ponte de madeira no meio da floresta


À chegada ao núcleo mais antigo de Vila Cova, os caminheiros têm a sua espera mais uma variedade de chás para beber e apreciar os líquidos provenientes das ervas aromáticas da região. É numa eira junto a um canastro (ou espigueiro) que a mesa está posta e a dar as boas-vindas. Mas, depois da degustação, toca a continuar a caminhada. 

À chegada ao lugar de Vila Cova


Paragem inserida num caminho florestal


De Vila Cova parte-se para Espiunca


Já na zona nova do lugar de Vila Cova, atinge-se a estrada de asfalto e, aí, encontra-se uma placa de orientação da PR 10. Espiunca para a esquerda é a indicação e até lá os caminheiros ainda passam pelos lugares de Carvalhas e Melres. Percorrem-se, mais uma vez, caminhos de floresta e passa-se junto a escolas primárias desactivadas e campos cultivados. 

Antiga escola primária de Espiunca


Passada a antiga escola primária de Espiunca e o lugar de Melres, os caminheiros estão prestes a concluir a Rota dos Aromas. Mas, antes do regresso ao largo da Igreja, passa-se junto a Casa do Paúl. Falo de uma casa recuperada que está a espera de turistas interessados em conhecer e usufruir da Natureza local. Cá está mais uma prova de que motivos são o que mais há para visitar Espiunca.

Indicação para a 'Casa do Paúl'


Coreto inserido no largo da Igreja


Organizada e desenvolvida no âmbito do 3º Festival da Castanha, a inauguração da Rota dos Aromas dá a conhecer as ervas aromáticas da região de Espiunca e de Arouca. E o dia 26, retratado acima a partir da descrição da PR 10, fica na memória com a partida à descoberta de mais um percurso pedestre do meu concelho.

A PR 10 - Rota dos Aromas - é mais uma rota que recomendo a todos os caminheiros para visitar, percorrer e descobrir. E, consultando a agenda cultural de Arouca para este fim de semana, deixo também a dica para que, quem possa, saia de casa e rume até ao centro da vila onde decorre o evento "Arouca, uma Recriação Histórica". Imperdível!   

Aventurem-se e bons passeios!

Um até já,

TS